sicnot

Perfil

Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

Mais de 500 mil migrantes e refugiados chegaram este ano à Grécia

A barreira dos 500 mil migrantes e refugiados foi esta semana atingida na Grécia, divulgou hoje em Genebra, Suíça, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Um turista oferece água a refugiados iranianos que chegam à ilha grega Kos.

Um turista oferece água a refugiados iranianos que chegam à ilha grega Kos.

© Yannis Behrakis / Reuters

"A barreira foi atingida ontem [segunda-feira] com a chegada às ilhas do mar Egeu de cerca de 8.000 pessoas, elevando o número total de chegadas [ao território grego] para 502.500", declarou a porta-voz da agência das Nações Unidas, Melissa Fleming.

Neste momento, segundo acrescentou a representante, o número total de migrantes que chegaram este ano à Europa via mar Mediterrâneo já ultrapassou as 643.000 pessoas.

Perante as chegadas em massa ao território grego, muitos refugiados e migrantes "procuram desesperadamente prosseguir caminho o mais rápido possível, porque receiam que as fronteiras que pretendem passar sejam encerradas em breve", disse Melissa Fleming.

Hoje de manhã, mais de 27.500 pessoas continuavam a aguardar nas ilhas gregas, para obter documentos necessários ou para prosseguir caminho até ao continente.

Para a porta-voz do ACNUR, um dos grandes desafios daquela agência humanitária é tentar convencer as pessoas que "existem outros locais onde serão bem recebidas, além da Alemanha, Áustria ou Suécia", os três países que são o destino preferencial de grande parte dos refugiados e dos migrantes.

Um alto responsável da polícia grega disse hoje que "as chegadas começaram a subir drasticamente, tendo sido registadas nas últimas 24 horas cerca de 8.000 chegadas, das quais 5.000 foram registadas na ilha de Lesbos".

"Na véspera, foram contabilizadas cerca de 10 mil chegadas, em parte devido ao clima ameno, que facilita as travessias, e a forte preocupação sentida entre os migrantes por causa do encerramento de fronteiras na Europa. Eles precipitam-se na esperança de conseguirem passar" as fronteiras, referiu o representante da polícia helénica.

"A situação é tensa no 'hotspot' [designação atribuída aos abrigos e centros de registo de migrantes] de Moria, em Lesbos, porque o afluxo prolonga o tempo de espera dos migrantes. Para normalizar a situação, as autoridades vão reabrir terça-feira um segundo centro de registo, em Kara Tepe, reservado aos sírios e que tinha sido encerrado para concentrar todos os procedimentos em Moria", acrescentou ainda o responsável.

Nas mesmas declarações em Genebra, a porta-voz do ACNUR recordou que os refugiados "não são migrantes", uma vez que são pessoas que foram obrigadas a fugir dos respetivos países, onde as suas vidas correm perigo, uma definição prevista no Direito Internacional.

"Os sírios, os iraquianos e os eritreus são incontestavelmente refugiados", frisou ainda Melissa Fleming, lamentando que os dois termos, migrantes e refugiados, sejam muitas vezes utilizados pela comunicação social como sinónimos, algo que não está correto.

Lusa

  • Jovem que morreu numa estância de esqui em Espanha sofreu um aneurisma
    1:26
  • Cunhado do Rei de Espanha em liberdade sem caução

    Mundo

    Inaki Urdangarin vai mesmo aguardar o desenrolar do recurso em liberdade na Suíça, onde o marido da Infanta Cristina tem residência oficial e onde terá de se apresentar às autoridades uma vez por mês, para além de estar obrigado a comunicar qualquer deslocação fora da Europa. De fora fica ainda o pagamento da caução de 200 mil euros pedida pelo Ministério Público espanhol.

  • Três letras de Zeca Afonso

    Cultura

    No dia em que se assinalam 30 anos da morte de Zeca Afonso, Raquel Marinho, jornalista da SIC e divulgadora de poesia portuguesa contemporânea, escolhe três letras do cantor e autor para dizer, em forma de homenagem.

    Raquel Marinho

  • Compensa comprar a granel?
    8:39
  • "Isto é uma mentira e tem carimbo de Estado"
    2:12

    Opinião

    O preço das botijas de gás em Portugal duplicou nos últimos 15 anos. José Gomes Ferreira esteve no Jornal da Noite, da SIC, onde explicou este aumento, lembrando que a classe política prometeu que se houvesse mais empresas a operar no mercado, os preços desciam. Contudo, José Gomes Ferreira diz que "isto é uma mentira e tem carimbo de Estado". O Diretor-Adjunto de Informação SIC explicou que como o mercado é livre, os operadores vendem aos preços mais altos que podem, deste modo os preços não variam muito entre uns e outros.

    José Gomes Ferreira