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Extrema-direita alemã apresenta queixas-crime contra Merkel

Os procuradores federais alemães receberam centenas de queixas-crime contra a chanceler Angela Merkel, acusando-a de "alta traição" devido à sua política de acolhimento de refugiados, informou esta quinta-feira uma porta-voz.

Merkel tem tentado envolver os alemães na tarefa de bem receber centenas de milhares de pessoas desesperadas que fogem de zonas em conflito.

Merkel tem tentado envolver os alemães na tarefa de bem receber centenas de milhares de pessoas desesperadas que fogem de zonas em conflito.

© Francois Lenoir / Reuters

Contactada pela agência noticiosa AFP, a porta-voz, Frauke Koehler, disse que cerca de 400 queixas tinham sido apresentadas contra a líder alemã, que tem assumido uma política de porta aberta para os que fogem da guerra e perseguição.

Koehler declinou comentar o conteúdo das queixas, mas o diário Tageszeitung noticiou hoje que Merkel estava a ser alvo de uma campanha organizada por ativistas da extrema-direita, críticos da sua política de asilo.

Segundo a notícia, muitos das queixas-crime são parecidas e parecem ter sido baseadas num texto tipo fornecido pela revista populista de direita Compact.

No texto das queixas, os autores atacam a entrada de refugiados, citando "cenas praticamente apocalípticas (...) que podem provocar a morte da Alemanha dentro de um ano".

Especialistas jurídicos consideraram que as queixas não devem desencadear uma investigação criminal, muito menos levar à formulação de acusações contra Merkel, porque a lei estipula que a traição implica "violência ou ameaça de violência".

A Alemanha espera receber até um milhão de refugiados este ano. Muitos dos que já chegaram de países em guerra, como a Síria ou o Iraque, mas um número apreciável vem também dos designados Estados seguros, como os dos Balcãs.

Merkel tem tentado envolver os alemães na tarefa de bem receber centenas de milhares de pessoas desesperadas que fogem de zonas em conflito.

Mas está a deparar-se com contestações internas e a sua taxa de popularidade está a cair.

Lusa

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