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Crise Migratória na Europa

Cada refugiado que chegue a Portugal recebe kit para aprender português

Dar um kit a cada refugiado para aprender o idioma português é uma das medidas anunciadas hoje pela Plataforma de Apoio aos Refugiados, na assinatura de um protocolo, no Porto, com 25 Instituições para dar alojamento a 160 pessoas.

(Arquivo/Lusa)

(Arquivo/Lusa)

Pedro Nunes

"Hoje marcamos a aprendizagem do português quer com protocolos que celebram a colaboração com empresas, quer ao nível de empresas livreiras que oferecem um 'kit' a cada refugiado", declarou o coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), Rui Marques, no seu discurso de assinatura de protocolos na Reitoria da Universidade do Porto.

A PAR assinou hoje 25 novos protocolos com novas instituições anfitriãs, que disponibilizam 33 alojamentos e que vai permitir acolher 160 pessoas.

Rui Marques referiu também que vai haver uma plataforma 'online' que permitirá que os refugiados aprendam português via Internet, assim como adiantou que se estabeleceu uma colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional para que exista formação de português para todos, designadamente nas empresas para onde trabalhem.

"Esta é sem dúvida uma dimensão fundamental. Não há boa integração sem aprendizagem da língua, sem o pleno domínio de uma ferramenta fundamental", considerou Rui Marques, acrescentando que é também importante o reconhecimento e validação de competências para que os refugiados se possam integrar profissionalmente.

"Hoje com a Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional iremos celebrar um protocolo que envolve toda a rede dos centros desta agência para que apõem os refugiados no reconhecimento das suas habilitações e competências e também a sua integração", acrescentou, referindo que "todos vamos ter de fazer um esforço para que os refugiados aprendam o português".

Rui Marques reiterou hoje as críticas lançadas à União Europeia, onde a acusava de "incompetência" e "incapacidade" em gerir o acolhimento dos refugiados, atribuindo os atrasos na sua recolocação à falta de vontade política de Estados-membros.

"Enquanto não começar a funcionar obviamente a nossa crítica mantém-se e aumenta um pouco mais todos os dias, porque cada dia que passa é sinal que as coisas não se resolvem", asseverou.

Rui Marques informou que hoje mesmo estão reunidos os ministros da Administração Interna, procurando agilizar a situação.

"Creio que os próprios Estados-membros começam a ter vergonha desta situação onde não conseguem concretizar uma decisão", disse, recordando que se trata "só de concretizar uma decisão tomada em setembro e que continua muito longe daquilo que deve acontecer.

De 160 mil refugiados envolvidos no programa de recolocação, tinham sido recolocados 116 até sexta-feira passada", lembrou aquele responsável da PAR.

Portugal vai receber mais de 4.500 refugiados nos próximos dois anos ao abrigo do programa de Relocalização de Refugiados na União Europeia, definido em setembro e o primeiro grupo é composto por 30 pessoas e deverá chegar na última semana deste mês, segundo informações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Lusa

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