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Alabama e Michigan vão recusar entrada de refugiados sírios

Os governadores do Alabama e do Michigan anunciaram hoje que vão suspender o programa de acolhimento de refugiados sírios nestes dois estados norte-americanos, alegando preocupações de segurança depois dos ataques do fim de semana em Paris.

Reuters

Reuters

© Alexandros Avramidis / Reuter

"Depois de ter em total consideração os ataques terroristas deste fim de semana contra cidadãos inocentes em Paris, eu vou opor-me a qualquer tentativa de realojar refugiados sírios no Alabama, anunciou o governador deste estado, Robert Bentley.

"Como vosso governador, não vou ficar impávido com uma política que coloca os cidadãos do Alabama em perigo", acrescentou o responsável, considerando que os ataques são "uma lembrança terrível de que o mal existe e toma a forma de terroristas que procuram destruir as liberdades básicas" dos norte-americanos e que devem ser protegidos.

Assim, concluiu: "Não vou sujeitar os habitantes do Alabama ao mais pequeno risco de ataque ao nosso povo".

O governador do Michigan, por seu lado, afirmou que decidiu suspender a chegada de refugiados sírios, ao abrigo de um programa criado pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Dada a terrível situação em Paris, instruí [os serviços competentes] para suspenderem os nossos esforços na aceitação de refugiados até que o Departamento de Segurança Interna faça uma completa revisão dos procedimentos de segurança", disse o governador Rick Snyder, em comunicado.

"Vão ser dias difíceis para o povo de França e eles permanecem nas nossas orações e pensamentos", acrescentou o governador do Estado que tem a maior concentração de habitantes do Médio Oriente.

"Também é importante lembrar que estes ataques são os esforços de extremistas e não refletem a maneira pacífica dos povos do Médio Oriente que cá estão, e no resto do mundo", acrescentou.

Segundo o jornal Detroit Free Press, cerca de 200 mil refugiados chegaram ao Michigan no ano passado, dois mil dos quais provenientes da Síria.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou no sábado, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses.

De acordo com o último balanço feito pelos hospitais, das 415 pessoas que foram atendidas nos hospitais após os ataques, pelo menos 42 feridos continuavam no domingo à tarde em vigilância intensiva em unidades de reanimação.

Os ataques, perpetrados por pelo menos sete terroristas, que morreram, ocorreram em vários locais da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha. Os jogadores das duas equipas acabaram mesmo por passar a noite no recinto.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Lusa

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