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Ban Ki-moon propõe cimeira para aprovar pacto global sobre refugiados

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, propôs hoje a realização de uma cimeira para analisar os desafios relacionados com o enorme fluxo de migrantes e refugiados, motivados pelos conflitos armados no Médio Oriente e Líbia.

Reuters

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© Pierre Albouy / Reuters

A cimeira deveria decorrer em 2016, na véspera do debate geral de alto nível da Assembleia geral da ONU, que tradicionalmente decorre em setembro.

"Necessitamos de um novo pacto global sobre a partilha de responsabilidades. Isso poderia ajudar a prevenir a futura desestabilização das nações e de regiões inteiras", afirmou o secretário-geral da ONU.

Ban apresentou a sua proposta durante uma sessão da Assembleia Geral destinada a analisar o fluxo de refugiados no Mediterrâneo provocado pelos conflitos armados na Síria e Líbia, e pelo avanço de diversos grupos 'jihadistas' no Médio Oriente.

No mais recente debate geral de alto nível da Assembleia Geral da ONU, que decorreu entre finais de setembro e inícios de outubro, foi celebrada uma cimeira sobre os novos desafios do desenvolvimento, enquanto em 2014 o tema eleito relacionou-se com as alterações climáticas.

Ban pediu aos países representados na ONU para apoiarem a sua proposta de realização desta cimeira e reforcem a vontade política necessária para definir uma resposta que contemple as leis humanitárias, sobre direitos humanos e sobre refugiados.

Na mesma sessão, o titular do Alto comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), o português António Guterres, recordou que o número de pessoas que escapam ao conflito sírio aumentou consideravelmente nas últimas semanas.

Apenas na Grécia, referiu, regista-se uma média de 5.000 pessoas por dia.

Este fluxo de migrantes está a ocasionar problemas nos países vizinhos, como no Líbano e Jordânia, onde aumenta o número de pessoas que vivem no limitar da pobreza.

Na sessão também interveio o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, o país que desde o início do conflito em 2011 recebeu mais refugiados sírios, com uma grande parte a procurar uma rota em direção à Europa.

Lusa

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