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Grécia rejeita críticas europeias sobre a gestão da crise migratória

A Grécia respondeu hoje às críticas sobre a sua gestão da crise migratória proveniente de parceiros europeus e rejeitou as "inverdades e distorções" que estarão relacionadas com um artigo do diário Financial Times.

(Arquivo)

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© Ismail Zetouni / Reuters

"Existem Estados-membros [da União Europeia (UE)] que creem que o fluxo de refugiados pode ser controlado pela Grécia", afirmou o ministro grego da política migratória, Iannis Mouzalas, num encontro organizado com jornalistas europeus.

O ministro criticou um artigo publicado na edição de hoje do Financial Times, que refere uma crescente exasperação na UE face à gestão grega da crise migratória, e que segundo Mouzalas "inclui inverdades e distorções frequentemente utilizadas por esses Estados-membros contra a Grécia".

A Hungria e a Eslováquia, em particular, acusaram recentemente Atenas de não garantir a proteção das fronteiras externas da UE.

Ao citar fontes europeias anónimas, o artigo do diário britânico afirma que a UE alertou a Grécia contra o risco de uma suspensão da zona Schengen de livre circulação, caso Atenas não adotasse medidas suplementares para reforçar o controlo das suas fronteiras.

"Por exemplo, o artigo indica que a Grécia recusou aceitar a receção de 300 aparelhos Eurodac [para registar e arquivar as impressões digitais dos migrantes que chegam ao país], quando a verdade é que pedimos 100 e recebemos 25 da UE e 17 de Alemanha", revelou Mouzalas.

"Também se escreve que a UE protesta pelo facto de a Grécia não ter organizado o reenvio [de migrantes], pelo contrário, organizámos regressos para o Paquistão que não foram aceites [pelo país asiático] e tentamos organizá-los para a Turquia, que também não foram aceites", acrescentou.

Pelo contrário, o ministro apelou à UE para pressionar a Turquia, que é a "porta" dos fluxos em direção à Europa. "Se os fluxos não são controlados a partir das costas turcas, é impossível que a Grécia, ou qualquer membro da UE, possam controlar esse fluxo", indicou ainda.

Segundo o Financial Times, Atenas está a ser criticada pelos parceiros por não aceitar o envio de uma missão especial da Frontex, a Agência europeia de fronteiras, para as suas fronteiras com a Macedónia, a norte, incluída na "rota dos Balcãs" utilizada em 2015 por centenas de milhares de refugiados que pretendem alcançar a Europa central e do norte.

Apesar de cooperar com a Frontex, a Grécia tem insistido que o controlo das suas fronteiras é um exclusivo da sua soberania nacional.

Lusa

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