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Força Aérea ajudou a salvar mais de 1.600 refugiados este ano

A Força Aérea Portuguesa (FAP) detetou, no âmbito das operações de cooperação nas fronteiras externas da União Europeia, embarcações de transporte de refugiados de onde foram resgatadas mais de 1.600 pessoas, informou hoje a FAP.

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

© Giorgos Moutafis / Reuters

Num balanço da sua participação nas operações realizadas este ano pela Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-membros da União Europeia (Frontex), a Força Aérea refere que "foram detetadas e investigadas 35.720 embarcações, tendo algumas delas sido confirmadas como embarcações de transporte de refugiados, onde foram resgatados homens, mulheres e crianças, num total de 1.665 pessoas".

A Força Aérea Portuguesa terminou a 30 de novembro a participação nas operações da Frontex.

Esta colaboração, pelo quinto ano consecutivo, iniciou-se a 01 de julho em Málaga (Espanha), tendo passado por Sigonella (Itália), por Dakar (Senegal) e por Kalamata (Grécia), acrescenta a nota da Força Aérea.

A FAP refere que as aeronaves de reconhecimento e vigilância utilizaram "os mais avançados sensores e tecnologia existentes com vista à deteção, localização e reporte de navios com migrantes a bordo, encaminhando meios de salvamento presentes na área".

Nestas regiões de proximidade marítima ao continente africano, as aeronaves portuguesas percorreram mais de 175.000 quilómetros.

"Este esforço nacional de mais de 200 dias, alguns em sobreposição com duas operações a decorrer em simultâneo, só foi possível devido à entrega e dedicação dos mais de 250 militares envolvidos, entre tripulações, oficiais de ligação, pessoal de manutenção e apoio", refere a FAP.

Em 2016, está prevista a utilização dos meios nacionais em pelo menos quatro meses de operação em áreas ainda por determinar.

Lusa

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