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Portugal recebeu este ano mais de 820 pedidos de asilo

Portugal já recebeu, este ano, mais de 820 pedidos de asilo, quase o dobro do ano passado, sendo, na sua maioria, de cidadãos ucranianos, disse à Lusa a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR).

(Arquivo)

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© Marko Djurica / Reuters

"Neste momento, já registámos até agora mais de 820 pedidos de asilo. Em 2014, durante o ano todo foram 445. O número de pedidos de asilo já vai no dobro e até ao final do mês chegará perto de mil ou 900", afirmou a responsável do CPR, Teresa Tito de Morais.

Esta tendência de aumento dos pedidos de asilo, que se tem registado ao longo do ano, "não está intimamente ligada com os dramas do Mediterrâneo e com a população síria e do Iraque", mas principalmente com a guerra na Crimeia, explicou.

Segundo os dados do CPR, cerca de metade dos pedidos de asilo são de ucranianos e a maioria "chega a Portugal pelas fronteiras terrestres e não pelos postos de fronteira do aeroporto".

Esta população, acrescentou a presidente do CPR, vem "com intenção de ficar em Portugal enquanto o medo e a instabilidade se verificar no seu país".

Teresa Tito de Morais indicou que alguns ucranianos já foram imigrantes em Portugal, onde procuraram "melhores condições de vida" e regressaram entretanto ao seu país, mas, "com a guerra, agudizaram-se os problemas de segurança e de destruição e aí, como já tinham alguns conhecimentos de Portugal, voltaram na condição de requerentes de asilo".

Depois dos ucranianos, há pedidos de pessoas oriundas de países como o Paquistão, China, Mali, República Democrática do Congo, Guiné-Conacri ou Nigéria.

"Também alguns sírios, mas muito poucos", disse Teresa Tito de Morais.

Estes pedidos têm tido respostas positivas, "por razões humanitárias", tendo em conta a "instabilidade nos países de proveniência, que justifica uma proteção humanitária", afirmou a responsável.

No entanto, Teresa Tito de Morais salientou que "todos os casos são analisados".

Lusa