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Crise Migratória na Europa

Jordânia deve socorrer já 12 mil refugiados retidos na sua fronteira, diz Amnistia Internacional

A Amnistia Internacional (AI) defendeu hoje que a Jordânia deve tomar medidas imediatas para socorrer 12.000 refugiados a quem foi negada a entrada no país e que tentam sobreviver ao frio em "terra de ninguém".

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Muhammad Hamed / Reuters

Entre os migrantes oriundos da Síria e entregues à sua sorte do lado jordano da fronteira, há "mulheres grávidas, crianças pequenas, idosos e pessoas com problemas de saúde graves", e o "risco de uma catástrofe humanitária" é elevado se Amã não lhes prestar assistência, frisou a AI em comunicado.

"Enquanto prossegue o conflito na Síria, é fundamental que a Jordânia e os outros países vizinhos da Síria mantenham as suas fronteiras abertas àqueles que fogem ao derramamento de sangue ou à perseguição", lê-se no texto.

"Ao negar acolhimento a civis que procuram a segurança no seu território, as autoridades jordanas estão a fomentar uma catástrofe humanitária à sua porta", disse o diretor para os direitos dos refugiados e migrantes da AI, Sherif Elsayed-Ali.

A organização de defesa dos direitos humanos sublinhou que "milhares de pessoas arriscaram a vida para fazer esta árdua viagem pela Síria devastada pela guerra, para, afinal, chegarem à fronteira jordana e serem implacavelmente rejeitados e deixados no limbo a alguns metros da segurança".

Na terça-feira, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou que o número de refugiados naquela fronteira aumentou de forma acentuada desde o início de novembro, de 4.000 para 12.000, na sequência da recente intensificação do conflito na Síria, e apelou também a Amã para que os deixe entrar no país.

As autoridades jordanas não apresentaram qualquer motivo oficial para a recusa de entrada aos migrantes.

Desde 2011, a Jordânia deu asilo a mais de 632.000 refugiados sírios, mas a sua política de permissão de entrada àqueles que fogem da guerra tornou-se cada vez mais restritiva.

Lusa

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