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Menores estrangeiros continuam sem acompanhamento na "selva" de Calais

A situação dos menores estrangeiros não acompanhados que vivem no bairro designado por "selva" de Calais continua por resolver, dois meses depois de o Estado francês ter recebido ordem para os identificar e monitorizar.

Campo de refugiados de Calais, no norte de França.

Campo de refugiados de Calais, no norte de França.

© Pascal Rossignol / Reuters

A informação consta de um comunicado conjunto da UNICEF-França, da organização Médicos do Mundo e da Caritas Francesa, segundo o qual, há dois meses, o Conselho de Estado ordenou ao Estado francês que, num prazo de 48 horas, identificasse - entre os milhares de migrantes e refugiados instalados no bairro - os menores estrangeiros não acompanhados e os reinstalasse, por motivos de proteção.

De acordo com as organizações humanitárias, "verifica-se que a proteção ainda não está implementada", com as crianças desacompanhadas a viver em condições de saúde muito precárias e a ser regularmente vítimas de violência.

Para as três entidades, há "falhas óbvias na proteção infantil e na vigilância da saúde", devendo o Estado francês agir com a maior urgência no sentido de reinstalar os menores.

Perante o quadro que diz encontrar em Calais, a UNICEF-França lançou um estudo - que será conduzido durante seis meses naquele espaço e nos territórios vizinhos do norte pela associação Trajectoires, em parceria com a UNICEF-Reino Unido e o apoio da Fundação EDF (empresa de eletricidade francesa) - para avaliar a situação e os desafios dos diferentes grupos de crianças desacompanhadas.

Um primeiro relatório deverá estar pronto no início de março, segundo as organizações, que se afirmam também preocupadas com as condições gerais de saúde em Calais e exigem, pelo menos, a aplicação de um plano de vacinação, nomeadamente tendo em conta o ressurgimento do sarampo, "que continua a ser uma doença potencialmente grave para pessoas a viver na pobreza".

As três entidades terminam a nota de imprensa lembrando ao Estado as suas funções em matéria de acolhimento e exigindo medidas de proteção claras para os menores estrangeiros não acompanhados que estão em centros de acolhimento e de orientação ou centros de atendimento provisório, bem como no resto do bairro, "onde cerca de uma centena de crianças desacompanhadas foram já identificadas".

Lusa

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