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Crise Migratória na Europa

Chanceler alemã pede "posição comum" europeia sobre a crise dos refugiados

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu hoje uma "posição comum" da União Europeia (UE) sobre a crise migratória e a proteção das fronteiras na cimeira europeia de quinta e sexta-feira.

© Leonhard Foeger / Reuters

"O principal agora é ter uma posição comum sobre como proteger as fronteiras e, aí, o plano UE-Turquia oferece uma boa solução", disse Merkel, numa conferência de imprensa em Berlim com o presidente do Sri Lanka, Maithripala Srisena.

"Estamos habituados a que na Europa algumas coisas levem tempo" a ser aceites e aplicadas, "mas isto justifica que nos mobilizemos (...) e tenciono fazê-lo para chegarmos a conclusões comuns" na cimeira de Bruxelas, acrescentou.

Merkel, pressionada na Alemanha a reduzir as entradas de refugiados, apoia um plano segundo o qual a Turquia fecharia as suas fronteiras para impedir os migrantes de atravessarem o Mediterrâneo com destino à Grécia e enviá-los-ia por avião para recolocação na UE com base num sistema de quotas.

A maioria dos países europeus tem mostrado reservas a um tal esquema.

França, principal aliada da Alemanha na Europa, opôs-se ao plano com o primeiro-ministro, Manuel Valls, a considerar que um mecanismo permanente de recolocação "não é sustentável a prazo".

A Áustria, que no final de 2015 agiu concertadamente com a Alemanha, endureceu entretanto a sua política, limitando o número de refugiados a admitir e introduzindo controlos generalizados nas suas fronteiras com Itália, Eslovénia e Hungria.

E o Grupo de Visegrado -- Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria -- contestou abertamente a proposta de Merkel, considerando que o plano a adotar deve passar por ajudar a Macedónia e a Bulgária a fecharem as suas fronteiras com a Grécia e por excluir este país do espaço europeu de livre circulação Schengen.

Merkel advertiu hoje para os riscos que isso representaria, questionando: "Vamos abandonar e fechar as fronteiras gregas, macedónia e búlgaras, com todas as consequências que isso terá para a Grécia, para a UE no seu conjunto e para o espaço Schengen?".

Angela Merkel, há uma década no poder, viu cair significativamente o elevado apoio interno de que tem gozado devido à sua política migratória, depois de 1,1 milhões de refugiados terem entrado na Alemanha em 2015.

A chanceler também tem ficado crescentemente isolada a UE, onde o plano para recolocar 160.000 candidatos a asilo aprovado em setembro só permitiu até agora transferir poucas centenas de migrantes para países europeus.

"A questão das quotas não é atualmente uma prioridade" para a UE, uma vez que houve acordo quanto ao número de 160.000 refugiados e quanto à forma de os distribuir, admitiu Merkel.

"Vamos falar no próximo Conselho Europeu sobre como podemos trabalhar juntos para proteger a fronteira externa e quero que trabalhemos na agenda UE-Turquia que os 28 membros adotaram", disse a chanceler alemã.

Lusa

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