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Bulgária autoriza presença militar na fronteira com Turquia para conter pressão migratória

O parlamento búlgaro aprovou hoje por unanimidade uma reforma legal que permite a presença de tropas na fronteira com a Turquia para enfrentar a pressão migratória.

(Arquivo/AP)

(Arquivo/AP)

BULENT KILIC

A medida, proposta pelo primeiro-ministro conservador Boiko Borisov, permite aos militares patrulhar as zonas fronteiriças em conjunto com a polícia de fronteiras.

Segundo a reforma, o Governo deverá ordenar o envio dos soldados quando considerar que se perspetiva uma eventual vaga migratória, com o ministério da Defesa a decidir o número de soldados que deverão ser deslocados.

O ministro da Defesa búlgaro, Nikolai Nenchev, declarou alguns dias antes da votação que os planos preveem a deslocação de três ou quatro batalhões de infantaria, num total entre 2.100 e 2.800 soldados.

Em simultâneo, recordou que o exército búlgaro já participa desde abril em operações conjuntas com a polícia para a proteção das fronteiras, mas limitadas ao âmbito logístico.

A reforma da lei também prevê que o ministério da Defesa búlgaro defina as regras sobre o uso da força pelos soldados.

Desde o início de 2014 que o país balcânico está a construir uma vedação ao longo da fronteira com a Turquia, num investimento de 32 milhões de euros.

A Bulgária partilha com a Turquia uma fronteira de 259 quilómetros, na sua maioria em zonas de bosque e campo e até ao momento já ergueu uma cerca com 70 quilómetros, aguardando-se que construa outros 90 quilómetros em 2016, segundo as projeções oficiais.

Em 2015 cerca de 30.000 pessoas, na maioria provenientes do Médio Oriente, entraram na Bulgária, e 5.500 garantiram asilo.

Lusa

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