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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Vídeo da ONU lembra aos checos que já foram refugiados

Um vídeo colocado no YouTube pela agência da ONU para os refugiados lembra à República Checa, um dos países europeus mais reticentes a acolher refugiados, que num passado recente os seus próprios cidadãos estiveram numa situação semelhante.

UNHCRCentralEurope

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O curto vídeo, de 1:10 minutos e intitulado "República Checa: Antes éramos nós os refugiados" ("Czech Republic. We Were the Refugees Once"), retrata a espetacular fuga de um pai e do filho pequeno que em 1988 atravessaram a fronteira entre a Checoslováquia e a Áustria numa asa delta com motor.

O vídeo do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) foi visto por mais de 7.300 pessoas em menos de dois dias, mas suscitou críticas no espaço de comentários do YouTube por internautas que o consideraram "um insulto" ou "propaganda neomarxista".

Durante o regime comunista checoslovaco (1948-1989), cerca de 220.000 pessoas emigraram ilegalmente do país.

A percentagem de estrangeiros na República Checa era, em 2014, de 4,2% da população, abaixo da média da União Europeia (6,7%).

A maioria dos estrangeiros no país é de nacionalidade ucraniana ou de outros países da UE, muitos deles da Eslováquia, que se separou da República Checa em 1993.

Na atual crise migratória, a República Checa é um dos países que têm manifestado fortes reservas ao acolhimento de refugiados, por serem maioritariamente muçulmanos.

O presidente checo, Milos Zeman, afirmou no discurso de Natal que a Europa enfrenta "uma invasão organizada" e criticou os jovens sírios e iraquianos que viajam sem família para a Europa por não "pegarem em armas" para libertarem a pátria.

Em 2015, Praga apenas concedeu o estatuto de refugiado a 70 dos 1.400 pedidos que recebeu.

Lusa

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