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Crise Migratória na Europa

Confrontos entre migrantes e polícia na demolição de parte do campo de Calais

Confrontos entre migrantes e polícia na demolição de parte do campo de Calais

Calais viveu momentos de grande tensão quando começou a ser desmantelado o campo de refugiados em solo francês. Dezenas de migrantes atacaram a polícia com pedras e foram feitas várias detenções.

Durante a noite de hoje, os refugiados em Calais atacaram camiões e a polícia.

O canal de televisão "France 2" indicou que quatro pessoas foram detidas após as altercações entre migrantes e polícia, depois da meia-noite nas ruas próximas do campo de Calais conhecido como 'Jungle' (selva, em inglês), dando conta também que vários polícias ficaram feridos ligeiramente.

Segundo a mesma fonte, foram cerca de 150 ocupantes de "a selva" que quiseram protestar contra o desmantelamento do campo e contra a destruição das suas 'barracas' fora do acampamento.

Nas imagens televisivas podem ver-se vários homens a lançar diferentes tipos de projéteis contra os camiões, que posteriormente também foram atacados com barras de ferro.

Na origem destes confrontos está o desmantelamento da parte sul do campo decidido pelo Governo francês, que teve início, em grande escala, segunda-feira ao final da manhã, com a chegada de escavadoras e de dezenas de agentes anti-distúrbios para proteger o trabalho de destruição das 'barracas'.

As autoridades locais, que prometeram que ninguém seria retirado à força daquele campo, referiram que 3.700 pessoas viviam no local, das quais entre 800 e 1.000 vão ser afetadas pela evacuação.

Instituições de caridade referiram que, segundo um último censo, na parte demolida viviam 3.450 pessoas, incluindo 300 crianças não acompanhadas.

Os migrantes retirados foram aconselhados a instalar-se em contentores climatizados na parte norte do campo ou num dos 100 centros de acolhimentos em toda a França.

A evacuação da parte sul da "selva" foi contestada em tribunal por um grupo de migrantes e organizações, mas a justiça decidiu na passada quinta-feira a favor do Estado.

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