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Crise Migratória na Europa

Polícia Marítima resgata 2485 migrantes nos últimos cinco meses

A Polícia Marítima (PM) portuguesa, em missão na ilha grega de Lesbos, resgatou, em segurança, e transportou para terra, nos últimos cinco meses, 2485 migrantes e refugiados que corriam risco de vida, divulgou hoje a PM.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Giorgos Moutafis / Reuters

Integrada na missão da agência "Frontex Poseidon Rapid Intervention", a colaborar no controlo de fronteiras da União Europeia, a PM participou, de 01 de outubro de 2015 a 29 de fevereiro último, em 63 missões de busca e salvamento, tendo resgatado 2485 pessoas, das quais 637 eram bebés e crianças e, 519, mulheres.

Em igual período, a PM prestou 16 vezes apoio de primeiros socorros, recuperou cinco pessoas mortas e deteve cinco facilitadores. Contabilizou 921 horas de navegação, num total de 4998 milhas náuticas.

A missão da PM, visando o controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas, assumiu, de acordo com a PM, um "carácter de busca e salvamento e de ajuda humanitária aos migrantes e refugiados" que diariamente cruzam as águas do mar Egeu, realizando a travessia entre a Turquia e a ilha de Lesbos.

"A equipa da PM encontra, na maioria das vezes, cenários de grande stress, botes e embarcações sobrelotadas sem condições de navegabilidade e em perigo iminente de naufrágio", salienta a PM no balanço realizado.

Segundo a PM portuguesa, as pessoas resgatadas procuram desesperadamente chegar à Grécia, mesmo sem quaisquer condições de segurança, muitas delas sem coletes salva-vidas, totalmente molhadas e correndo sérios riscos de entrada em hipotermia.

"A essas pessoas são distriuídas mantas térmicas para combater os efeitos da exposição ao frio. Os casos mais graves são dos bebés e crianças cuja resistência ao frio é muito menor e a quem a equipa da PM dá especial atenção", adianta a Polícia Marítima Nacional.

Aos migrantes e refugiados, a PM tem fornecido, sempre que necessário, águas, bolachas e chocolates.

A PM diz que vai manter o seu apoio à guarda-costeira grega, com o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço.

Lusa

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