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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Catarina Martins diz que a maior crise atual na Europa é a humanitária

A deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou hoje que a maior crise que se vive atualmente na União Europeia é "humanitária" e mostrou "preocupação" face à cimeira União Europeia-Turquia sobre os refugiados, que se inicia na segunda-feira.

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"A maior crise que a União Europeia vive neste momento é, sem dúvida, a crise humanitária e a resposta tem de ser uma resposta de direitos", salientou a líder do Bloco de Esquerda, no encerramento de um debate sobre o tema "Feminismo contra a guerra".

Para Catariana Martins, a cimeira europeia com a Turquia deve ser olhada "com preocupação" devido às "ambiguidades" turcas, desde "a forma violenta como [o regime] reprime as manifestações pela liberdade de expressão" aos ataques contra os curdos.

"O maior perigo desta cimeira entre a União Europeia e a Turquia é que não sirva para resolver absolutamente nada, mas apenas para piorar tudo, com a União Europeia a pagar à Turquia para ter lá os refugiados, para não deixar as pessoas passar, não resolvendo nem o problema da guerra nem o dos migrantes", preveniu, apelando a uma posição clara de Portugal no sentido de "afirmar a urgência" da abertura de fronteiras terrestres.

"Temos de garantir segurança a quem foge: passagem segura, direitos humanos, reagrupamento de famílias. Estas devem ser as três questões centrais que Portugal tem de pôr em cima da mesa nesta cimeira", instou a dirigente do Bloco.

A sessão de hoje, onde participou igualmente a eurodeputada Marisa Matias, serviu para antecipar as celebrações do Dia Internacional da Mulher, que se assinala na terça-feira, chamando a atenção para a violência de género.

"De há uns tempos para cá, nas celebrações do Dia da Mulher, vemos mais vezes oferecer flores às mulheres do que se falar das lutas. É bom lembrar que o Dia da Mulher é um dia de luta, e não um dia para reafirmar estereótipos", lembrou Catarina Martins.

A deputada do BE destacou ainda que a violência de género "está presente nas guerras de que fogem os migrantes", mas também quando chegam à Europa.

Lusa

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