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Crise dos refugiados deve ser prioridade do próximo secretário-geral da ONU, defendem ONG

As principais organizações de direitos humanos definiram hoje a "agenda" do próximo secretário-geral da ONU, defendendo que deve comprometer-se com uma nova abordagem global para os refugiados e a acabar com a pena de morte.

(arquivo)

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Amel Emric

A Amnistia Internacional, o Observatório dos Direitos Humanos e quatro outros grupos também consideraram que o próximo chefe das Nações Unidas deve estar preparado para invocar a carta da ONU para prevenir e pôr termo a atrocidades em massa, como as que têm civis como alvos em guerras.

"O mundo precisa de um secretário-geral forte, que se levante contra os países que cometem violações dos direitos humanos", declarou Salil Shetty, secretária-geral da Amnistia em comunicado.

"As Nações Unidas não podem cumprir o seu mandato se não colocarem os direitos humanos no centro de toda a sua atividade", acrescentou.

A "agenda", com um total de oito pontos, delineada pelos grupos de defesa dos direitos humanos, foi divulgada numa altura em que os candidatos à sucessão de Ban Ki-moon se preparam para responder às perguntas da Assembleia-Geral das Nações Unidas, uma novidade na história de 70 anos da ONU.

Apesar de o secretário-geral ser eleito pela Assembleia-Geral da ONU, tradicionalmente, o processo era controlado na penumbra pelas potências do Conselho de Segurança da ONU, que acabava por recomendar um candidato.

No entanto, a ONU quer mais transparência no processo, pelo que anunciou que a Assembleia-Geral começa a partir de terça-feira, dia 12, as primeiras entrevistas com os aspirantes ao cargo.

Há oito candidatos à liderança das Nações Unidas, quatro dos quais mulheres, numa corrida em que participa o antigo primeiro-ministro português António Guterres que, no final do ano passado, cessou funções como alto-comissário da ONU para os Refugiados.

Lusa

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