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Crise Migratória na Europa

Grécia acusa Macedónia de envergonhar a Europa ao reprimir migrantes

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, acusou hoje a ex-república jugoslava da Macedónia de "envergonhar a Europa" ao utilizar gás lacrimogéneo e balas de borracha contra migrantes que tentavam passar a fronteira entre os dois países.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Marko Djurica / Reuters

A polícia macedónia usou "gás lacrimogéneo e balas de borracha contra pessoas que não representavam uma ameaça e que claramente não estavam armadas", disse Tsipras, um dia depois dos incidentes junto ao posto fronteiriço grego de Idomeni que, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, fizeram pelo menos 260 feridos entre os migrantes.

"É uma vergonha para a cultura europeia e para os países que querem fazer parte dela", disse Tsipras na conferência de imprensa que deu após um encontro em Atenas com o primeiro-ministro português, António Costa.

"Espero que outros europeus e que o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados tomem posição", acrescentou.

Tsipras acusou por outro lado "supostos voluntários e benévolos" de terem provocado os incidentes ao incitarem os migrantes a forçarem a fronteira. "Alguns são estrangeiros e residem em Gevgelija", do lado macedónio da fronteira, disse.

"A situação em Idomeni é uma vergonha" e tem como "causa a decisão unilateral de fechar fronteiras" tomada por países da rota migratória dos Balcãs, frisou o primeiro-ministro grego.

Sem capacidade para "mudar esta realidade", a Grécia está numa "corrida contrarrelógio" para tentar convencer os migrantes e refugiados bloqueados no seu território a irem para centros de acolhimento, mas "todos devem contribuir" para resolver a situação.

Mais de 10.000 migrantes estão há semanas bloqueados em Idomeni, num campo improvisado, devido à decisão de vários países dos Balcãs, incluindo a Macedónia, de encerrar fronteiras.

A Macedónia recusa responsabilidades nos incidentes de domingo, acusando a polícia grega de nada ter feito quando cerca de 3.000 migrantes forçaram a fronteira "com violência", atirando pedras e outros objetos para tentar derrubar a vedação que separa os dois países.

Segundo as autoridades macedónias, 23 polícias ficaram feridos nos distúrbios.

A crise migratória aumentou a tensão nas relações diplomáticas entre os dois países, já delicadas devido à disputa relativa ao nome Macedónia.

A Grécia afirma ter um direito histórico sobre o nome Macedónia, nome da sua província norte, exigindo que o país vizinho utilize o nome provisório definido pelas Nações Unidas após o fim da Jugoslávia: Antiga República Jugoslava da Macedónia.

Lusa

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