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Itália ergue destroços de traineira envolvida no pior naufrágio no Mediterrâneo

Vários navios militares italianos vão iniciar na quarta-feira os trabalhos para trazer à superfície os destroços da traineira que naufragou no Mediterrâneo em abril de 2015 com pelo menos 800 migrantes a bordo, anunciou hoje a Marinha italiana.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Tony Gentile / Reuters

Na noite de 18 para 19 de abril de 2015, a traineira afundou-se após ter colidido com um cargueiro de bandeira portuguesa que vinha em seu socorro. As autoridades italianas absolveram na altura a tripulação do navio mercante de qualquer responsabilidade na tragédia e concluíram que o desastre se deveu a erros do capitão da traineira e à sobrelotação da embarcação.

Apenas 28 pessoas, incluindo o capitão tunisino da traineira e um tripulante sírio, que foram detidos, sobreviveram ao desastre, no qual se terão afogado cerca de 800 migrantes.

O desastre foi considerado o pior naufrágio no Mediterrâneo em décadas.

Após o acidente, as autoridades italianas prometeram que iam tentar resgatar os destroços da embarcação, identificar as vítimas e proporcionar-lhes um funeral digno.

A Marinha italiana encontrou os destroços a cerca de 370 metros de profundidade, a 150 quilómetros a norte da costa líbia.

No dia do acidente, mais de 50 corpos foram recuperados. A Marinha italiana recuperou ainda mais de 169 corpos dentro e em redor dos destroços, mas também identificou centenas de cadáveres ainda presos dentro da estrutura da embarcação.

Em cooperação com uma empresa especializada, uma estrutura metálica de grandes dimensões foi fabricada para erguer os destroços, que serão posteriormente transportados para uma base da NATO em Melilli, perto de Augusta, na Sicília.

A descida, a instalação da estrutura metálica e o processo de erguer os destroços devem demorar cerca de 50 horas. O processo estará condicionado às condições meteorológicas e à força do mar.

Se tudo correr como planeado, os destroços devem chegar à Sicília no próximo dia 09 de maio.

Durante a operação, a temperatura no interior da traineira será mantida entre os cinco e os dez graus celsius, com recurso a azoto líquido.

A embarcação será então colocada numa tenda refrigerada com 30 metros de comprimento, 20 metros de largura e 10 metros de altura que será instalada por bombeiros, que terão a missão de retirar os corpos do interior da traineira.

Após a conclusão destes processos, a embarcação será limpa e destruída, segundo precisou a Marinha italiana.

Paralelamente, especialistas em medicina legal de cerca de 20 universidades italianas vão participar no processo de identificação das vítimas do naufrágio.

Os corpos serão posteriormente enterrados em vários cemitérios na Sicília (sul de Itália).

Desde o início de 2016, mais de 177 mil pessoas chegaram à Europa através do Mediterrâneo, segundo dados da Organização Internacional das Migrações (OIM), divulgados em abril. Destes migrantes, mais de 26 mil chegaram a costas italianas.

No mesmo período, 375 pessoas morreram ou desapareceram na rota marítima oriental (para a Grécia e Chipre) e 352 na rota central (para Itália), segundo os mesmos dados.

Lusa

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