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Acampamento norueguês permite ser refugiado por um fim de semana

Uma associação norueguesa organiza, nos arredores de Oslo, acampamentos onde jovens, entre os 13 e os 20 anos, podem experimentar ser refugiados por um fim de semana.

facebook.com/Camp.Refugee.Norge

No "Camp Refugee" (Campo Refugiado, em inglês) é simulada uma viagem do Sudão à Noruega, na qual os participantes têm que pedir autorizações de viagem, atravessar postos fronteiriços, dormir num acampamento, enfrentar a burocracia norueguesa e viver num centro de acolhimento através de um jogo de desempenho de papéis.

"O objetivo pedagógico é possibilitar uma experiência realista, embora simplificada, dos problemas que enfrentam os refugiados. Através do jogo devem tomar decisões individuais e de grupo, e assumir as consequências", explicou à agência noticiosa espanhola EFE Kenneth Johansen, diretor da organização "Refugee Norge" (Refugiado Noruega), responsável pelo acampamento.

Os participantes "sentem no corpo" o que significa enfrentar a burocracia, a corrupção e a perseguição através de um jogo que não poupa ninguém a duras provas físicas e mentais, embora exista a possibilidade de fazer uma pausa ou de sair, através da utilização de um código verbal, caso seja necessário.

"Trabalhamos para mudar atitudes e, através da dramatização, promover uma maior tolerância", afirmou Johansen.

O responsável lembrou que o grupo nasceu em 2004 para alertar para o problema dos refugiados e lutar contra a xenofobia e o racismo entre os jovens noruegueses.

Os acampamentos de fim de semana realizam-se, desde que o grupo foi criado, no primeiro semestre do ano, com uma média anual de cinco mil participantes. Todos os intervenientes pela organização são voluntários.

Tal como em muitos outros países europeus, a questão dos refugiados tem estado em destaque no último ano, na Noruega, onde o governo restabeleceu os controlos de fronteira e cortou ajudas para travar a chegada de requerentes de asilo.

A crise dos refugiados coincidiu com um aumento de pedidos para participar no acampamento, já praticamente esgotado em 2017, disse Johansen, sublinhando o caráter não político da iniciativa.

"O Camp Refugee não tem uma agenda política. Para nós é importante que cada participante forme uma opinião sobre o que significa ser refugiado. Por isso usamos o método de aprendizagem por factos", disse.

As respostas dos participantes, finda a experiência, são maioritariamente positivas, garantiu Johansen.

Embora muitos tenham admitido que não repetiriam a experiência, grande parte dos atuais voluntários já tinha participado no acampamento.

Lusa/

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