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Crise Migratória na Europa

Hungria e Polónia consideram que multas para quem recuse pedidos de asilo são "inaceitáveis"

A Hungria e a Polónia, contrárias ao sistema europeu de quotas para o acolhimento de refugiados, consideraram hoje que as multas propostas por Bruxelas para os países que recusem pedidos de asilo são "chantagem", "inaceitáveis" ou "uma piada".

Sem conhecerem o caminho, muitos dos migrantes perderam-se, mas foram ajudados por locais e pela Cruz Vermelha.

Sem conhecerem o caminho, muitos dos migrantes perderam-se, mas foram ajudados por locais e pela Cruz Vermelha.

© Heinz-Peter Bader / Reuters

A Comissão Europeia propôs hoje que os Estados-membros da União Europeia (UE) que recusem aceitar a quota de refugiados que lhe foi atribuída sejam obrigados a pagar uma "contribuição solidária" de 250.000 euros por cada pedido de asilo rejeitado.

"É chantagem, é inaceitável e é um tipo de proposta não-europeia", disse à imprensa o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, após uma cimeira de países do centro e leste da Europa em Praga.

"O conceito de quotas é um beco sem saída e eu gostava de pedir à Comissão para não levar isto para um beco sem saída", acrescentou o ministro.

Já o homólogo polaco, Witold Waszczykowski, afirmou ter "dúvidas se é uma proposta a sério", por considerar que "parece uma piada do dia das mentiras".

Os quatro países do chamado Grupo de Visegrado -- Eslováquia, Hungria, Polónia e República Checa -- opõem-se ao mecanismo europeu de fixação de quotas para a distribuição dos refugiados pelos seus membros.

A Hungria e a Eslováquia recorreram nomeadamente ao Tribunal de Justiça do Luxemburgo para contestar o mecanismo e Budapeste conta ainda levar a questão a referendo, afirmando que o sistema viola a sua soberania nacional.

Lusa

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