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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Mais de 30 mil migrantes chegaram a Itália em 2016

A guarda costeira italiana coordenou as operações de salvamento de mais 1.800 migrantes, elevando para mais de 30.000 o total de resgatados no mar ou em embarcações precárias desde o início deste ano, anunciou hoje a marinha italiana.

© Tony Gentile / Reuters

Os migrantes foram salvos na quinta-feira do mar ao largo da Líbia, em dez operações envolvendo barcos operados pela marinha italiana, pela guarda costeira, pela polícia alfandegária, pela agência fronteiriça da União Europeia (UE) Frontex e pela ONG Médicos Sem Fronteiras.

As mais recentes chegadas elevam o número total de refugiados ou de outros migrantes entrados em portos italianos desde 01 de janeiro para mais de 30.000, ligeiramente acima do total de 2015 nesta altura do ano.

Qualquer aumento repentino nas chegadas de migrantes a Itália tende a desencadear o medo de que ocorra um aumento muito superior no verão, após o acordo entre a UE e a Turquia que reduziu drasticamente o número de requerentes de asilo que chegam às ilhas gregas.

Mas as autoridades governamentais italianas e as agências de ajuda dizem não haver, até agora, provas de que tal vá acontecer e apontam a existência de dificuldades logísticas para os migrantes atualmente na Turquia chegarem à Líbia.

A grande maioria dos migrantes que estão a usar a Líbia como saída para uma viagem com destino a Itália tem sido este ano, até agora, sobretudo proveniente da África subsaariana.

Alguns políticos italianos têm repetidas vezes expressado preocupação quanto à possibilidade de os migrantes atualmente na Líbia, estimados em um milhão, tentarem entrar na Europa por barco.

Mas especialistas líbios dizem que muitos destes migrantes trabalham na Líbia há anos, e que é improvável que embarquem numa viagem arriscada no Mediterrâneo, a não ser que a segurança ou a situação económica do país se deteriorem de forma acentuada.

Lusa

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