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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Dalai Lama afirma que existem muitos refugiados na Europa

O líder espiritual tibetano Dalai Lama disse numa entrevista hoje publicada na Alemanha que a Europa recebeu "muitos" refugiados, numa referência à intensa vaga migratória que atinge o continente europeu desde 2015.

Reuters

Na entrevista, o Dalai Lama afirmou que estes migrantes que procuram proteção na Europa devem ficar apenas de forma temporária e regressar eventualmente aos seus países de origem para ajudar na respetiva reconstrução.

"Quando olhamos para o rosto de cada refugiado, especialmente para as crianças e as mulheres, sentimos o seu sofrimento e um ser humano que tenha melhores condições de vida tem o dever de ajudá-los. Mas por outro lado, existem muitos neste momento" na Europa, declarou o líder espiritual dos tibetanos ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

"A Europa, a Alemanha em particular, não se pode transformar num país árabe. A Alemanha é a Alemanha", disse o Dalai Dama, numa referência ao grande número de migrantes oriundos de países árabes, como a Síria ou Iraque, que tem procurado refúgio no continente europeu.

Em declarações ao jornal alemão, o líder espiritual tibetano e Nobel da Paz (1989), que vive no exílio em Dharamsala (norte da Índia) há mais de 50 anos, advertiu que, em termos práticos, o acolhimento deste grande número de refugiados é difícil.

"Existem tantos que, na prática, torna-se difícil", indicou o Dalai Lama, acrescentando que "de um ponto de vista também moral" os refugiados só devem ser admitidos de forma temporária.

"O objetivo deve ser que eles regressem e ajudem a reconstruir os seus países", defendeu.

No ano passado, a Alemanha recebeu um número recorde de migrantes, 1,1 milhão de pessoas, que fugiram da guerra e da miséria que afetam a Síria, Iraque, Afeganistão e outros países. Mas o fluxo de pessoas decresceu significativamente depois dos países dos Balcãs terem decidido encerrar as suas fronteiras e travar os migrantes que pretendiam chegar ao norte da Europa.

Sobre o seu eventual regresso ao Tibete, o Dalai Lama, de 80 anos, admitiu ter esperança de que esse dia irá chegar.

"Talvez daqui a alguns anos. Se surgir uma oportunidade para o meu regresso, ou pelo menos para uma curta visita, será um motivo de grande alegria", concluiu.

Milhares de tibetanos fugiram daquele território nos Himalaias desde que a China enviou tropas para aquela zona em 1951. Muitos procuraram refúgio na Índia.

Lusa

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