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Traineira recuperada no Mediterrâneo na segunda-feira pode conter até 300 corpos

A traineira, recuperada na segunda-feira depois de estar submersa mais de um ano, no que foi considerado o pior naufrágio no Mediterrâneo, pode conter entre 250 a 300 corpos, estimaram hoje as autoridades marítimas italianas.

"Mais de 250 pessoas foram socorridas ao largo de Creta após o naufrágio de uma embarcação que tinha partido de África com pelo menos 700 migrantes a bordo", precisou a OIM.

"Mais de 250 pessoas foram socorridas ao largo de Creta após o naufrágio de uma embarcação que tinha partido de África com pelo menos 700 migrantes a bordo", precisou a OIM.

© Handout . / Reuters / Arquivo

O balanço provisório foi feito hoje por um contra-almirante da Marinha Militar italiana, Pietro Covino, numa conferência de imprensa convocada depois do resgate da embarcação por um complexo sistema de gruas.

Para além do número de corpos no interior, que Covino considera difícil de confirmar, juntam-se outros 169 corpos recuperados depois da tragédia e centenas de desaparecidos.

Entre os 28 sobreviventes há concordância de que a embarcação transportaria cerca de 700 migrantes no momento do desastre.

Depois de ter estado submersa ao longo de mais de um ano, a embarcação chegou ao porto de Augusta, na Sicília e vai permanecer numa tenda refrigerada, onde os corpos vão ser retirados por bombeiros.

De seguida procede-se à identificação das vítimas e autópsias.

As autoridades estão a recolher dados dos familiares, maioritariamente oriundos do Mali e do Senegal.

A operação, que custou 9,5 milhões de euros e na qual trabalharam diariamente cerca de 150 pessoas, resultou da cooperação dos ministérios do Interior, da Saúde e da Educação italianos, o comissariado para desaparecidos, Polícia de Siracusa e autoridades de Catânia.

A traineira afundou-se na noite de 18 para 19 de abril de 2015 nas proximidades da costa líbia, após ter colidido com um cargueiro português que vinha em seu socorro.

As autoridades italianas absolveram na altura a tripulação do navio mercante de qualquer responsabilidade na tragédia e concluíram que o desastre se deveu a erros do capitão da traineira e à sobrelotação da embarcação.

O capitão e o imediato enfrentam processos no Tribunal de Catânia por suspeita de pertencerem a uma rede de tráfico humano.

Lusa

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