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HRW acusa Hungria de tratamento cruel a migrantes e refugiados

A Human Rights Watch (HRW) acusou hoje a Hungria de maltratar de forma "cruel e violenta" os migrantes e referiu que a polícia e os soldados espancam pessoas antes de as reenviarem de forma compulsiva para a Sérvia.

Yazidis. (ARQUIVO)

Yazidis. (ARQUIVO)

© Rodi Said / Reuters

"Os migrantes na fronteira com a Hungria estão a ser sumariamente forçados a regressar à Sérvia, em alguns casos com tratamento cruel e violento, sem consideração pelos seus pedidos por proteção", refere a organização não governamental (ONG) de direitos humanos na sua página digital.

O novo relatório da ONG com sede em Nova Iorque inclui testemunhos de 12 migrantes recolhidos em abril e maio, onde estes referem que foram brutalmente espancados por forças de segurança e de novo reenviados para a Sérvia.

"Nos filmes nunca vi espancamentos como estes", diz um homem citado no relatório. "Provocaram-nos graves ferimentos deliberadamente".

A Hungria "está a desrespeitar todas as regras" e a "rejeitar de forma sumária" os pedidos de requerentes de asilo que atravessam a Sérvia, indica Lydia Gall, investigadora do HRW.

"As pessoas que entram na Hungria sem autorização, incluindo mulheres e crianças, foram espancadas de forma brutal e forçadas a regressar ao outro lado da fronteira", acrescentou.

Cerca de 400.000 migrantes e refugiados atravessaram a Hungria em 2015 antes do Governo da direita nacionalista do primeiro-ministro Viktor Orban ter encerrado no outono as suas fronteiras sul, agora protegidas por vedações com arame farpado.

As autoridades também adotaram nova legislação que pune a entrada ilegal e a destruição das vedações fronteiriças, e que já implicaram 3.000 condenações em julgamentos sumários, que na maioria implicam ordem de expulsão.

Orban considerou que a imigração em massa de muçulmanos ameaça a segurança da Europa e a sua identidade cristã, e recusa aceitar refugiados provenientes de centros de acolhimento de acordo com o esquema de quotas decidido pela União Europeia (UE).

Apesar das vedações o número de imigrantes ilegais intercetados pela polícia húngara tem aumento todos os meses em 2016, para um total de 17.500 no final de junho.

Em resposta, a legislação que entrou em vigor no início de julho permite às autoridades expulsar qualquer migrante detetado na "terra de ninguém" com oito quilómetros na fronteira entre a Hungria e a Sérvia, antes de atingirem as "zonas de trânsito".

A Hungria restringiu ainda o número de pessoas que diariamente podem ser acolhidas nas zonas de trânsito, e onde podem ser submetidos os pedidos de asilo.

Nos últimos meses, centenas de pessoas, em particular homens jovens e solteiros, foram forçados a aguardar, em condições degradantes, na faixa situada entre a zona de controlo de passaporte na Sérvia e a vedação húngara.

Lusa

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