sicnot

Perfil

Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

"Selva" de Calais acolhe mais de 9.000 migrantes

© Pascal Rossignol / Reuters

A designada "Selva" de Calais, no norte de França, onde afluem regularmente migrantes que tentam chegar ao Reino Unido, acolhe atualmente mais de 9.000 pessoas, mais 2.000 do que em julho, segundo duas organizações não-governamentais ativas no local.

Entre os 9.106 migrantes registados pelas associações Auberge des Migrants e Help Refugees encontram-se 865 menores, 676 dos quais não acompanhados, precisaram hoje as ONG.

O Estado francês, que sempre contestou os números das associações, refere a existência de 4.500 migrantes, de acordo com uma contagem oficial realizada a 13 de junho.

As duas ONG sublinham que "não há mais espaço para instalar as tendas dadas aos recém-chegados" e que "a proximidade dos abrigos faz aumentar os riscos de incêndio".

Adiantam que o ambiente na "Selva" é "muito tenso" devido ao facto de as estruturas disponibilizadas pelas organizações estarem sobrecarregadas.

Assim, no centro de acolhimento da associação Vie Active "para a distribuição das 3.500 refeições, é preciso três horas de espera", afirmaram.

Por outro lado, o tribunal administrativo de Lille rejeitou hoje o pedido de encerramento, feito pelo Estado, de 72 comércios informais abertos no campo pelos migrantes, considerando "não estarem preenchidas as condições de emergência e de utilidade" evocadas pela autarquia para exigir aquele fecho.

Reconhecendo que os comércios em causa não têm autorizações administrativas e que alguns "não respeitam as mais básicas normas sanitárias", o juiz Jean-François Molla sublinhou que "aqueles supermercados, cafés e restaurantes têm outras funções" além da alimentação dos migrantes que "vivem em condições de extrema precariedade e inatividade".

Estes locais "constituem locais de encontro tranquilo entre os migrantes e os voluntários", adiantou.

A autarquia de Pas-de-Calais informou num comunicado ter "tomado nota" da decisão, mas adianta que "continuará a lutar contra estes fenómenos ilegais".

Lusa

  • "Sobre este pântano, não é possível jogar futebol seriamente na próxima época"
    4:46

    Opinião

    David Borges esteve esta quinta-feira, na Edição da Noite, da SIC Notícias, onde analisou as acusações do FC Porto ao Benfica, no caso dos e-mails. O comentador da SIC disse que falta saber se "tudo é verdade" e se os documentos são verdadeiros, o que compete ao Ministério Público apurar. David Borges defendeu ainda que era "bom" que a investigação decorresse de forma rápida e profunda; e não acredita que perante a polémica, se consiga jogar "futebol seriamente", na próxima época.

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • Metade dos moradores de Sandinha recusaram sair das casas
    3:14
  • Habitantes de Várzeas tentam regressar à normalidade
    2:48
  • Corpos da tragédia em Pedrógão guardados em camião de alimentos
    8:11

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Duarte Nuno Vieira, médico legista, esteve esta quinta-feira, na Edição da Noite, para comentar o que já foi feito e o que falta fazer em Pedrógão Grande, depois de ter sido atingido pelos incêndios. O presidente do Conselho Europeu de Medicina Legal defendeu que guardar os corpos das vítimas mortais num camião de alimentos foi uma "maneira de solucionar o problema da forma possível", visto que não há espaço no Instituto Nacional De Medicina Legal.

  • Trump volta a garantir que não tentou interferir na investigação do FBI
    0:17

    Mundo

    O Presidente dos EUA reitera que não tentou interferir na investigação do FBI em relação às alegadas interferências da Rússia nas eleições presidenciais. Questionado sobre as gravações das conversas que manteve com o ex-diretor da polícia de investigação, James Comey, Donald Trump prometeu esclarecimentos num futuro breve.

  • "A informação pode ter saído depois da hora do exame de Português"
    1:19

    País

    O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais diz que é preciso aguardar pelas conclusões do relatório sobre a alegada fuga de informação do exame nacional de Português. Jorge Ascensão defende que a investigação deve causar o mínimo de impacto aos alunos que realizaram a prova.