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Polícia Marítima portuguesa resgatou 54 imigrantes e refugiados em bote no mar Egeu

Uma equipa da Polícia Marítima (PM) portuguesa, que está na ilha grega de Lesbos, integrada na missão da agência Frontex--Poseidon Sea 2016, resgatou, no sábado, 54 imigrantes e refugiados de um bote no mar Egeu.

O resgate ocorreu depois de a equipa ter recebido informação da Viatura de Vigilância Costeira (VVC) da PM, também integrada na missão, de um bote que estava a dirigir-se para a Grécia.

"A equipa da PM deslocou-se imediatamente para junto do bote e decidiu resgatar todas as pessoas para o interior da embarcação 'Tejo'. Estas estavam muito assustadas e nervosas", relata a PM, que, no total, resgatou 54 pessoas, nesta operação: quatro bebés e crianças, 12 mulheres e 38 homens.

O bote foi também rebocado pela embarcação Portuguesa Tejo, refere a PM, adiantando que, à chegada ao porto de Skala Sikaminea, onde todos desembarcaram em segurança, já se encontravam elementos da guarda-costeira grega, da agência FRONTEX e de Organizações Não-Governamentais, que ajudaram no desembarque e no controlo de refugiados/imigrantes.

"Já em terra conseguiu apurar-se que uma das mulheres era de nacionalidade espanhola, estava grávida de três meses, vivia há cinco anos na Turquia e, não tendo outra forma de regressar à Europa, decidiu realizar a travessia do mar Egeu num bote sobrelotado", revela a PM em comunicado.

Desde que a 01 de outubro de 2015, a Polícia Marítima portuguesa resgatou, em segurança, e transportou para terra um total de 3.618 refugiados e imigrantes, que corriam risco de vida, dos quais 881 bebés e crianças e 783 mulheres.

A PM deteve ainda cinco facilitadores.

A equipa é composta por 11 agentes da PM, um Técnico para o apoio e a manutenção das embarcações e um Técnico para a manutenção da componente elétrica e eletrónica da VVC.

A PM vai cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço até 30 de setembro próximo.

Lusa