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Portugal rejeita ideia de suspensão da Hungria da União Europeia

O ministro dos Negócios Estrangeiros português rejeitou esta quinta-feira a posição do seu homólogo luxemburguês sobre a suspensão da Hungria da União Europeia, afirmando que Portugal defende o acesso de novos países à comunidade e não a saída de Estados.

"Portugal entende que os 28 Estados-membros da União Europeia são todos necessários à União Europeia e que, uma vez consumado o brexit [saída do Reino Unido], os 27 Estados-membros da União Europeia são todos necessários à União Europeia", disse aos jornalistas o ministro Augusto Santos Silva, quando questionado sobre a posição do seu homólogo luxemburguês.

"Nós somos favoráveis à integração, ao acesso de novos países à União Europeia e não propriamente à saída de países da União Europeia", especificou.

O chefe da diplomacia do Luxemburgo, Jean Asselborn, defendeu esta semana que a Hungria deveria ser suspensa da União Europeia por violar os seus valores fundamentais e tratar os refugiados "pior do que animais selvagens".

Sobre o acolhimento de refugiados, Santos Silva reiterou que se trata de uma "obrigação dos Estados à luz do direito internacional e, em particular, do direito humanitário".

"Temos acolhido todos aqueles que nos demandam, sendo neste momento Portugal o segundo país da União Europeia que mais refugiados recolocou, como também nos oferecemos para duplicar a quota que nos cabia", indicou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros falava à margem da uma sessão de apresentação sobre o ensino do português para as comunidades portuguesas, que decorreu na sede do Camões - Instituto para a Cooperação e a Língua, em Lisboa.

"Não podemos aceitar que os valores fundamentais da União Europeia estejam a ser massivamente violados", disse Asselborn ao diário alemão Die Welt, citado pela agência AFP.

"Aqueles que, como a Hungria, levantam cercas contra refugiados de guerra, violam a liberdade de imprensa e a independência do poder judicial, deveriam ser excluídos temporariamente, ou se necessário permanentemente, da UE", acrescentou.

Asselborn referia-se à cerca, com arame farpado, que a Hungria erigiu no ano passado ao longo da sua fronteira sul para impedir o forte afluxo de migrantes que se dirigem para o norte da Europa através da chamada rota dos Balcãs.

Afirmou ainda que líderes como Orban estão a manchar a reputação da UE, dando a impressão que o bloco já não vive de acordo com os valores que defende no palco internacional.

Lusa

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