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Polícia Marítima quer realizar nova missão na Grécia em 2017

A Polícia Marítima conta realizar a partir de maio de 2017 uma nova missão na Grécia de busca e salvamento de migrantes e refugiados, anunciou esta sexta-feira a corporação, que aguarda apenas uma resposta da agência Frontex.

"Tendo em conta este flagelo que a Europa está sujeita devido aos problemas que existem no Médio Oriente, a agência Frontex abriu novamente ofertas para o ano que vem, o nosso comandante-geral respondeu positivamente. Em princípio vamos manter o mesmo nível de empenhamento que tivemos este ano", disse o chefe da área de operações da Polícia Marítima, comandante Dias Martins, em entrevista à agência Lusa.

O comandante Dias Martins adiantou que a missão na Grécia deverá realizar-se a partir de maio de 2017 durante seis meses, estando a Polícia Marítima (PM) a aguardar uma resposta da Agência Europeia da Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-membro da União Europeia (Frontex).

Uma equipa da PM, composta por seis agentes, terminou hoje uma missão de um ano na ilha grega de Lesbos em que o principal objetivo foi salvar as vidas dos milhares de migrantes e refugiados que querem a todo o custo chegar à Europa.

"Este problema não tem fim à vista, enquanto existirem conflitos no Médio Oriente. Não prevejo que haja um fim para esta massa humana que anda de um lado para o outro", sustentou o comandante Dias Martins.

O chefe da área de operações da PM, que esteve várias vezes na Grécia para apoiar a equipa portuguesa, destacou a importância da missão que hoje termina, que foi diferente de uma anterior realizada pela corporação também na Grécia, em 2014.

"Esta missão é completamente diferente. A primeira vez que a PM foi para a Grécia, a nossa missão era de interdição de fronteiras, ou seja, era de não deixar entrar ninguém, estamos a falar finais de 2014 (...). Em 2015, a filosofia da missão era completamente diferente, ou seja, embora estejamos a vigiar fronteiras contra todo tipo de crimes, os refugiados e migrantes são bem-vindos e é para serem ajudados", disse.

Segundo Dias Martins, a postura da PM na missão foi de "ajudar para que não haja mortos no mediterrâneo".

O mesmo responsável disse ainda que é fundamental este tipo de missões para a PM, porque toma contato com realidades diferentes e partilha experiências com equipas de outros países que também fizeram parte da missão Frontex, nomeadamente da Suécia, Noruega e Polónia.

Num ano, a equipa portuguesa realizou 94 missões de busca e salvamento e resgatou do mar Egeu 3.674 pessoas, 894 eram crianças e bebés e 793 mulheres, segundo um balanço feito à agência Lusa.

Lusa

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