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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Espanha desmantela rede de tráfico de seres humanos

© Siegfried Modola / Reuters

A polícia espanhola anunciou esta quarta-feira ter desmantelado uma rede que organizava a imigração ilegal através do Mediterrâneo de nigerianas que depois forçava a prostituírem-se.

Sete vítimas foram socorridas pela polícia e nove membros da rede foram detidos, indicou a polícia num comunicado.

As vítimas, "muito jovens" e em situação de grande pobreza, eram contactadas na Nigéria e chegavam à Europa pelas rotas de migração ilegal, passado pelo Níger, Líbia e Itália.

Contrabandistas a soldo da rede faziam-nas atravessar o Mediterrâneo em embarcações improvisadas e, uma vez em Itália, a rede dirigida por três mulheres de origem nigeriana organizava a sua viagem para Espanha por avião, com documentos de identidade de outras nigerianas que residem legalmente no país.

Elas deviam depois requerer asilo para evitar a expulsão e a rede informava-as então de uma dívida para com ela de 40.000 euros, forçando-as a prostituírem-se para a reembolsar.

Eram ainda submetidas a rituais de "vudu" (prática religiosa animista), com ameaças de "consequências terríveis para elas e suas famílias" se desobedecessem.

As jovens deviam-se prostituir-se nas ruas de Bilbau (norte) e de Benidorm (leste) durante 14 horas por dia.

"A exploração sexual das jovens trazia benefícios significativos para a organização", que branqueava dinheiro e "o reinvestia financiando mais tráfico de seres humanos", adianta o comunicado da polícia.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, em 2016 e até 28 de dezembro, mais de 360.000 migrantes chegaram à Europa através do Mediterrâneo e mais de 4.900 morreram na travessia.

Lusa

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