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Prémio da paz para ilha de Lampedusa e ONG francesa por ajuda aos refugiados

Darrin Zammit Lupi

A UNESCO atribuiu esta quarta-feira o prémio Félix Houphouët-Boigny de fomento à paz à presidente da câmara da ilha italiana de Lampedusa e à ONG francesa SOS Méditerranée pelo trabalho a favor dos refugiados e imigrantes.

Giuseppina Nicolini, presidente da câmara de Lampedusa, foi reconhecida pela sua "grande humanidade e o seu compromisso constante na gestão da crise dos refugiados e da sua integração".

A UNESCO destacou a organização não-governamental (ONG) SOS Méditerranée pelas mais de 11 mil vidas que salvou desde o início das suas operações em fevereiro de 2016. Atualmente, a ONG francesa mantém as operações de salvamento no Mediterrâneo Central com os Médicos Sem Fronteiras.

O prémio Félix Houphouët-Boigny foi criado em 1989 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o jurado aproveitou esta quarta-feira para pedir à comunidade internacional que vele "para que no Mediterrâneo volte a dominar a solidariedade e o diálogo intercultural e não um cenário de tragédias".

A situação dos refugiados e imigrantes no mundo "constitui um grande desafio, principalmente no Mediterrâneo, onde cerca de 13 mil homens, mulheres e crianças morreram em naufrágios desde 2013", lembrou o jurado.

Em julho de 2013, o papa Francisco esteve na ilha de Lampedusa para rezar e recordar os imigrantes ilegais que morrem na travessia do Mediterrâneo, criticando a indiferença do homem atual perante o sofrimento dos outros, mal que atribuiu à globalização.

O prémio da UNESCO homenageia pessoas e instituições ou organizações que contribuam significativamente para a promoção, a pesquisa e a salvaguarda ou a manutenção da paz de acordo com a Carta das Nações Unidas e a Constituição da UNESCO.

O presidente sul-africano Nelson Mandela, em 1991, e o rei de Espanha Juan Carlos I, em 1995, foram duas das várias personalidades anteriormente premiadas.

Lusa

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