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Nove dos 23 arguidos suspeitos das agressões em Alcochete decidiram falar em tribunal

RUI MINDERICO/ LUSA

Nove dos 23 arguidos pelos incidentes ocorridos na terça-feira na Academia de futebol do Sporting decidiram prestar declarações, informou hoje o tribunal do Barreiro. Numa nota distribuída à comunicação social, o juízo de instrução criminal do Barreiro adianta que um dos detidos já foi ouvido durante a manhã, antes da suspensão dos trabalhos.

Pedro Madureira, advogado de vários arguidos, admitiu que "a acusação está a ser feita de forma genérica em relação a todos os arguidos" e disse não acreditar que "existam indícios suficientes para todos os crimes de que estão indiciados, nomeadamente o de terrorismo".

Na terça-feira, cerca de 50 pessoas, de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

Na sequência da invasão à Academia 'leonina', a GNR deteve 23 suspeitos, apreendeu cinco viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube.

Os detidos foram já identificados, ficaram a conhecer os factos que lhes são imputados e começaram hoje a ser ouvidos por um juiz de instrução criminal no Tribunal do Barreiro.

O Ministério Público disse na quarta-feira que os detidos pelas agressões a futebolistas do Sporting são suspeitos de práticas que podem configurar crimes de sequestro, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada e terrorismo, entre outros.

Lusa

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