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Dérbi com todos

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Os 7-1, os 3-6, o brinco e o very-light

Hoje é dia de dérbi entre os dois grande de Lisboa. É a 300.ª que se encontram. O 7-1 para o Sporting e o 6-3 para o Benfica, ambos em Alvalade, são os jogos mais lembrados.

18 de maio de 1996

18 de maio de 1996

ARMANDO FRANCA

Em quase 110 anos de histórias, muitos foram os jogos que entraram para a lenda, mas não há sportinguista que não fale dos 7-1, nem benfiquista que não recorde os 6-3, como espelhos do dia em que conseguiram dizimar o rival.

A estes jogos, juntam-se outros momentos inesquecíveis, sejam eles de comédia, com um jogo parado para Vítor Baptista procurar o seu brinco, ou de tragédia, no dia em que um very-light manchou o dérbi de morte.

O começo de toda a história também é lendário, já que a 1 de dezembro de 1907, no Campo da Quinta Nova, em Carcavelos, os jogadores do Sporting abandonaram o relvado quando começou a chover a sério e só voltaram obrigados pelo árbitro.

Os leões, que então se apresentaram com oito ex-jogadores do rival, acabariam por vencer por 2-1, num embate para o Regional de Lisboa resolvido por uma das principais figuras da história do Benfica, Cosme Damião, com um autogolo.

Desse pontapé de saída, não há, porém, imagens no Youtube, ao contrário dos mais recentes 7-1 e 6-3, dois jogos que viraram verdadeiras efemérides e são recordados, no mínimo, cada vez que por eles passa mais um ano.

O 7-1 aconteceu a 14 de dezembro de 1986 e o herói foi Manuel Fernandes, que conseguiu um póquer (quatro golos). Os encarnados venceriam esse campeonato com apenas essa mancha, uma mancha que sempre se sobreporá a esse título.

Quanto aos 6-3, ou mais precisamente 3-6, aconteceram a 14 de maio de 1994, numa noite de muita chuva, no mesmo palco, o antigo Estádio José Alvalade, onde, a cinco jornadas do fim, o Sporting, de Carlos Queiroz, defendia a liderança.

João Vieira Pinto, que no defeso anterior quase rumou a Alvalade, entrou para a lenda nesse dia, com um hat-trick rumo a uma 'nota 10', a única, de A Bola no campeonato. Foi o seu jogo perfeito e o Benfica acabou campeão.

O dérbi foi festa, nesses dias, mas também já foi tragédia, a 18 de maio de 1996, quando um very-light atirado por adeptos do Benfica matou um adepto do Sporting.

18 de maio de 1996

18 de maio de 1996

ARMANDO FRANCA

Nessa tarde fatídica, na final da Taça, o nome de Rui Mendes, adepto leonino de 36 anos, ecoou mais alto do que o de João Pinto, que marcou dois golos e deu ao Benfica um troféu que nem sequer foi ali entregue.

Felizmente, porque uma vez já foram muitas, nenhum outro dérbi entrou para a história pelas piores razões, sendo que também houve comédia, quando um jogo parou para se procurar um brinco, perdido, para sempre, nos festejos de um golo.

A 12 de fevereiro de 1978, Vítor Baptista marcou, mas, no meio da festa, deu pela falta do seu brinco de diamantes: "Custou-me 12 contos e o prémio de jogo (o Benfica venceu por 1-0) era de oito. Perdi dinheiro a trabalhar", contou.

Para a história, também houve um dérbi que não valeu. Após um triunfo do Sporting por 2-1 na Luz, a 30 de abril de 1995, a FPF mandou repetir o jogo, por alegado erro técnico do árbitro Jorge Coroado. A 14 de junho, o Benfica venceu por 2-0, no Restelo, mas a FIFA anulou este jogo e validou o primeiro.

O dérbi fez-se também de vinganças e contra vinganças, como em 1985/86, com o Benfica a golear o Sporting por 5-0 para a Taça de Portugal, a 12 de março de 1986, na Luz, para, um mês e um dia depois, os leões ganharem no mesmo local por 2-1 e entregarem de bandeja o título ao FC Porto.

Anos mais tarde, o Benfica foi a Alvalade, por duas vezes, no espaço de três anos, impedir o Sporting de conquistar o cetro no dérbi: 1-0 em 1999/2000 (golo de Sabry) e 1-1 em 2001/02, no que são os derradeiros cetros dos leões.

Na memória mais recente, está também o golo de Luisão, ainda hoje capitão do Benfica, que, a 14 de maio de 2005, marcou, aos 84 minutos, selou a vitória dos 'encarnados' (1-0), rumo a um título que não conquistavam desde 1994.

Luisão, 14 de maio de 2005

Luisão, 14 de maio de 2005

ARMANDO FRANCA

A polémica também marcou muitos dérbis, como o de 21 de março de 2009, quando Lucílio Baptista assinalou, erradamente, um penálti, a favor do Benfica, que empataria e depois ganharia a final da Taça da Liga na lotaria.

Também houve os dias de Teixeira (1944), Peyroteo (1948) e Lourenço (1965), cada qual com um póquer, e o ano de Eusébio, que, em 1972, marcou um golo no primeiro jogo, dois no segundo, três no terceiro e quatro no quarto.

O triunfo por 5-4 do Benfica na final da Taça de 1951/52, está igualmente na lenda, como o golo de Futre que selou o triunfo por 1-0 do Benfica em 1992/93, a vitória por 3-0 do Benfica de José Mourinho em 2000/01 ou o 3-0 do Sporting de Jorge Jesus a época passada, no seu regresso à Luz.

Lusa

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