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Dérbi com todos

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Queixas, castigos e vouchers aquecem o dérbi no relvado

Miguel Angelo Pereira

O dérbi entre Sporting e Benfica, da 30.ª jornada da I Liga de futebol, vai ser a versão desportiva de uma rivalidade que se tem agudizado em palavras, queixas e processos.

Líder do campeonato, o Benfica visita o Estádio José Alvalade com três pontos de vantagem sobre o FC Porto e oito sobre o Sporting, cuja eventual vitória frente ao rival pode reacender ligeiramente as aspirações, embora fiquem a faltar apenas quatro jornadas, 12 pontos em disputa.

O caso dos vouchers, desencadeado em 2015, voltou à ribalta na guerra de palavras e denuncias entre os dois vizinhos de Lisboa.

Em 2015, num programa televisivo, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, denunciou que o Benfica fazia ofertas aos árbitros em todos os jogos, que poderiam atingir por época valores de cerca de 250.000 euros.

Em dezembro do ano passado, o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) arquivou a queixa do Benfica contra o Sporting, ao considerar que não houve ilícito disciplinar com as denúncias do líder leonino.

Já em março deste ano, o mesmo TAD rejeitou um recurso do Sporting no mesmo processo, considerando que as ofertas não configuraram numa tentativa de obtenção de atuação parcial.

Na campanha eleitoral para a presidência do clube, que Bruno de Carvalho venceu por esmagadora maioria (86,13%), o adversário do líder leonino, Pedro Madeira Rodrigues, falou na "obsessão" do presidente "em fazer guerras com tudo e todos", mas a mensagem não passou para os sócios.

Em finais de março, o presidente do Sporting foi suspenso por 113 dias, após uma queixa apresentada pelo Benfica em novembro de 2015. O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entendeu que o dirigente cometeu três infrações de lesão de honra e reputação.

No mesmo processo, a acusação contra a Sporting, SAD foi considerada prescrita, pelo facto de terem decorrido mais de 30 dias sobre o que foram entendidas serem "faltas leves" dos autores.

Apesar da suspensão, o Benfica considerou "inqualificável e inaceitável" que o Comissão de Instrutores da (CI) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) tenha alterado a qualificação jurídica de factos imputados ao Sporting, acabando por se julgarem prescritas as infrações em causa.

Já este mês, o Sporting apresentou nova queixa contra o Benfica, pedindo a interdição do Estádio da Luz pelo apoio do clube encarnado a claques ilegais.

Corre também nas instâncias disciplinares o pedido do Sporting para castigar o treinador Rui Vitória e os jogadores Samaris e Jonas por alegadas infrações no jogo entre o Benfica e o FC Porto, que terminou empatado 1-1.

Os adeptos dos dois clubes excederam-se também nos cânticos, aludindo, nos dérbis de andebol e futsal, no passado fim de semana, à morte de um apoiante do Sporting, com um very-light, do lado dos encarnados, e à memória de Eusébio, pelos verde e brancos, algo que ambos os clubes condenaram.

Lusa