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Descarrilamento na Galiza

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Ligação "Celta" partilhada "em termos comerciais e operacionais", diz CP

A ligação ferroviária "Celta", que liga Porto a Vigo (Espanha) e na qual esta sexta-feira descarrilou um comboio, é partilhada pela Comboios de Portugal (CP) e pela Renfe "em termos comerciais e operacionais", disse fonte oficial da empresa portuguesa.

"O 'Celta' é explorado conjuntamente pela CP e pela Renfe [operadora espanhola] em termos comerciais e operacionais. Toda a gestão é partilhada pelas duas empresas", afirmou à Lusa a porta-voz da CP, Ana Portela, especificando que "os custos de circulação são partilhados". A tripulação dos comboios que servem essa ligação pode, por isso, ser mista.

Segundo Ana Portela, o material circulante (comboios) é espanhol e alugado pela CP, cabendo as maiores manutenções à Renfe.

Há dois meses, indicou, o comboio que hoje descarrilou foi alvo de uma "grande intervenção" pela empresa espanhola e, já depois, teve outra intervenção, mais pequena, no Porto.

Já ao nível dos carris, a gestão é feita no território português pela Infraestruturas de Portugal, enquanto em Espanha essa função cabe à Adif.

O presidente da CP, Manuel Queiró, disse hoje aos jornalistas que o comboio que descarrilou "não é português nem espanhol, mas sim luso-espanhol".

Um comboio com 63 passageiros a bordo descarrilou esta manhã em O Porriño, Pontevedra (Espanha), quando fazia o trajeto Vigo-Porto, o que causou a morte a quatro pessoas e ferimentos em 49.

As vítimas mortais são o maquinista, português, dois funcionários da Renfe, espanhóis, e um turista norte-americano.

Entre os feridos, pelo menos três são portugueses, avançou o presidente da CP.

O comboio "Celta" iniciou a sua exploração comercial em julho de 2013, assegurando uma ligação rápida entre Vigo e Porto, com paragens em Valença, Viana do Castelo e Nine.

Com bilhete único com o preço de 14,75 euros, esta ligação veio permitir percorrer os 175 quilómetros que separam as cidades em duas horas e 15 minutos, quando anteriormente a ligação demorava mais de três horas.

Desde novembro de 2014 que o Celta conta com automotoras 592.200 que lhe permitem atingir uma velocidade máxima de 140 quilómetros por hora (contra os 120 anteriores) e possuem freio electropneumático.

Lusa

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