sicnot

Perfil

Descarrilamento na Galiza

Descarrilamento na Galiza

Descarrilamento na Galiza

CP estranha divulgação de dados sobre descarrilamento por tribunal galego

A CP afirmou estranhar a divulgação de informações sobre o descarrilamento do comboio na Galiza, na sexta-feira, feita esta terça-feira por um tribunal galego e voltou a remeter quaisquer comentários para depois da conclusão dos inquéritos ao acidente.

Em declarações à Lusa, a porta-voz da CP (Comboios de Portugal), Ana Portela, reiterou que a empresa, "tal como anunciou logo no dia do acidente, apenas comentará as circunstâncias e as causas do acidente após a conclusão dos vários inquéritos em curso", nomeadamente da Renfe e CP, da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários espanhola, e das autoridades judiciais.

De acordo com o Tribunal Superior de Justiça da Galiza, o comboio seguia a 118 quilómetros/hora numa via secundária com limite de velocidade fixado nos 30 quilómetros/hora, e o maquinista recebeu diversos avisos para abrandar.

A velocidade permitida nas linhas principais é de 120 quilómetros/hora, mas a zona da estação de comboios de O Porriño, na Galiza, estava em obras de manutenção na sexta-feira, o que obrigou o desvio para uma linha secundária. Fonte oficial da espanhola Renfe disse hoje à Lusa que a velocidade limite para circulação em vias secundárias é de 30 quilómetros, e que esta é uma regra geral aplicável a todas as vias secundárias.

Estes dados foram revelados depois de terem sido abertas no tribunal, esta manhã, as caixas negras do comboio, que fazia o trajeto Vigo-Porto, operado conjuntamente pela CP e pela espanhola Renfe.

O equipamento recuperado do sinistro regista as velocidades do comboio, as distâncias e os sinais que recebeu, mas não grava sons nem conversações na cabina do maquinista.

"Parecem-nos estranhas estas declarações individuais, que se pretendem antecipar às conclusões dos trabalhos em curso. Os inquéritos ainda não estão concluídos", referiu a mesma fonte da CP.

A empresa de comboios portuguesa sublinha que "há outras componentes que não são relativas apenas à caixa negra do comboio, que importa serem analisadas, nomeadamente a circunstância das obras".

Uma fonte ligada ao processo referiu à Lusa que o desvio em causa não existia na véspera do acidente.

O comboio descarrilou às 09:25 de sexta-feira (08:25 em Lisboa), com mais de 60 passageiros e tripulação a bordo. O maquinista, português, e dois outros elementos da tripulação, ambos espanhóis, morreram no acidente, bem como um turista norte-americano.

Cerca de meia centena de passageiros ficaram feridos no acidente, no qual um dos vagões ficou completamente tombado e outros dois semi-tombados.

A CP e a Renfe operaram conjuntamente a linha Vigo-Porto desde 2011. Responsáveis de ambas as empresas asseguraram que o comboio tinha sido alvo de revisões recentes.

Lusa

  • A easyJet não está a oferecer bilhetes no Facebook. Cuidado, é uma burla

    País

    Se esteve no Facebook nos últimos dias, provavelmente, reparou na oferta de dois bilhetes para uma viagem da easyJet, a propósito do seu 22.º aniversário. Uma viagem para dois tinha tudo para correr bem, se não fosse um esquema de burla, criado para obter os dados pessoais dos utilizadores que partilham a publicação na rede social.

  • Garrafa lançada ao mar em Rhodes recebe resposta de Gaza
    1:43

    Mundo

    A história parece de filme, mas aconteceu numa praia de Gaza. Um casal britânico lançou uma garrafa com uma mensagem ao mar, em julho, na ilha grega de Rhodes. A garrafa foi encontrada por um pescador numa praia de Gaza, que aproveitou para enviar a resposta, na qual falou sobre as restrições impostas por Israel.

  • Big Ben em silêncio durante quatro anos
    2:15

    Mundo

    Esta segunda-feira ficou marcada pelas últimas badaladas dos famosos sinos do Big Ben, em Londres, no Reino Unido. A torre, na qual está instalada o relógio mais famoso do mundo, vai entrar em obras e os sinos só vão voltar a tocar em 2021.