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Descarrilamento na Galiza

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Travões do comboio que descarrilou funcionavam mas ainda não se pode falar de falha humana

© Reuters

Um dos técnicos que está a investigar o acidente ferroviário de 9 de setembro na Galiza assegurou hoje que o sistema de travões do comboio que descarrilou "funcionava perfeitamente", mas que "ainda não se pode falar" de falha humana.

Os especialistas realizaram esta manhã uma série de verificações na localidade de O Porrino, em Pontevedra, no local do acidente em que morreram quatro pessoas, entre eles o maquinista português, e em que 49 pessoas tiveram feridas diversas, estando um delas ainda hospitalizada.

Segundo Juan Carlos Carballeira, os técnicos constataram que o sistema de travões "funcionava bem" antes de a composição ter descarrilado, assim como hoje, duas semanas depois do acidente.

Este técnico precisou que os sinais acústicos e luminosos e as agulhas funcionavam e que na inspeção de hoje não encontraram irregularidades, mas acrescentou que vão ser feitas mais provas periciais na próxima semana.

Carballeira recordou que o comboio que fazia a rota Vigo-Porto circulava em excesso de velocidade, ia a 118 km/hora numa vía em que a velocidade estava limitada a 30 km/hora, e que ainda se desconheciam as causas exatas do acidente.

Para o técnico, a informação extraída das "caixas negras", que registam os dados técnicos do comboio, revelam que o maquinista falecido tinha reconhecido os sinais para reduzir a velocidade, mas que "ainda não se pode falar" de falha humana.

Entretanto o ministro espanhol da Justiça e do Fomento em funções, Rafael Catalá, calculou na quinta-feira, em Madrid, que o relatório final da comissão de investigação de acidentes ferroviários demorará seis a nove meses até estar pronto.

Atualmente estão a ser feitas duas investigações ao acidente, uma judicial e outra dependente do Ministério do Fomento espanhol.

Lusa

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