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Tropas iraquianas entram em Tikrit após 10 dias de ofensivas

As forças iraquianas conseguiram esta quarta-feira entrar em Tikrit, na esperança de registarem uma grande vitória contra o grupo "Estado Islâmico" (EI), que tenta atiçar novos fogos no Iraque e na vizinha Síria.

Lançada há 10 dias, a ofensiva das forças do Governo iraquiano para reconquistar Tikrit, que caíra em junho nas mãos dos 'jihadistas', tomou um novo rumo com o avanço 'jihadista' para o norte da cidade.

Lançada há 10 dias, a ofensiva das forças do Governo iraquiano para reconquistar Tikrit, que caíra em junho nas mãos dos 'jihadistas', tomou um novo rumo com o avanço 'jihadista' para o norte da cidade.

© Thaier Al-Sudani / Reuters

Lançada há 10 dias, a ofensiva das forças do Governo iraquiano para reconquistar Tikrit, que caíra em junho nas mãos dos 'jihadistas', tomou um novo rumo com o avanço 'jihadista' para o norte da cidade.

Soldados, agentes da polícia e membros de unidades de mobilização popular, uma força paramilitar composta principalmente por milicianos xiitas, assumiram o controlo de grande parte do bairro de Qadisiyah, mas a situação parece delicada, revelou um idoso a coberto do anonimato, citado pela Agência France Presse.

"Não temos de combater lutadores num frente-a-frente, mas de enfrentar um terreno armadilhado e franco-atiradores", acrescentou, referindo-se às técnicas que os 'jihadistas' aprimoraram de deixar bombas e outros artefactos explosivos nas localidades que têm de abandonar.

A cidade estratégica de al-Alam, ao norte de Tikrit, ficou hoje completamente sob o controlo do governo, segundo a AFP, que descreve ainda estarem dezenas de milhares de homens a enfrentar-se com centenas de 'jihadistas' numa autêntica batalha em Tikrit.

Enquanto isso, cerca de 100 km a oeste de Bagdad, os 'jihadistas' lançaram um ataque em Ramadi, capital da província de Al-Anbar, tendo 12 carros-bomba explodido simultaneamente ao amanhecer nos quatro cantos da cidade, causando pelo menos 17 mortos e 14 feridos.

Al Anbar é uma província estratégica para o grupo EI, pois faz fronteira com a Síria e é maioritariamente habitada por sunitas, muitos dos quais se sentem marginalizados pelo governo iraquiano, dominado pelos xiitas desde a queda de Saddam Hussein em 2003.

Ao redor da capital, pelo menos outras 17 pessoas foram mortas em cinco ataques, incluindo nove em resultado da explosão de um carro-bomba no bairro Hurriya, em Bagdad.

Do outro lado da fronteira, na Síria, o Estado Islâmico lançou hoje uma ofensiva para tentar conquistar a cidade curda de Ras al-Ain (norte), na fronteira com a Turquia, disse o Observatório Sírio dos Humano Direitos, segundo o qual os combates deixaram dezenas de mortos de ambos os lados.

Ras al-Ain está localizada a cerca de 30 km de Tall Tamer, que os 'jihadistas' pretendem tomar para abrir um corredor que una a província de Alep (norte) à fronteira iraquiana e a Mossul.

O nordeste da Síria é estratégico para os 'jihadistas', pois oferece uma passagem para a Turquia e, especialmente, para o Iraque. 
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