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Jihadistas do Estado Islâmico ocupam norte da cidade histórica síria de Palmira

Os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) apoderaram-se hoje do norte da cidade histórica de Palmira, na Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As ruínas de Palmira classificadas Património Mundial pela UNESCO que incluem templos e ruas ladeadas de colunas.

As ruínas de Palmira classificadas Património Mundial pela UNESCO que incluem templos e ruas ladeadas de colunas.

© Jamal Saidi / Reuters

Após várias horas de luta violenta, "combatentes do EI tomaram posse de partes do norte da cidade, que representam um terço de Palmira", disse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, adiantando que "as forças do regime abandonaram aqueles bairros".

As ruínas de Palmira classificadas de Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que incluem templos e ruas ladeadas de colunas, situam-se no sudoeste da cidade.

Segundo a televisão estatal síria, "as forças armadas atingiram grupos de terroristas do EI no norte de Palmira e impediram a sua infiltração a partir de áreas no norte da cidade".

Trata-se da segunda vez que o grupo radical ocupa o norte de Palmira, depois de dia 13 ter lançado uma ofensiva contra a cidade, que já causou centenas de mortos. Os mesmos bairros foram conquistados no sábado, mas estiveram na posse do EI menos de 24 horas.

Mohammad, um ativista de Palmira, disse à agência France Presse que "os soldados do regime fugiram depois do EI ter ocupado o edifício da segurança do Estado" na zona norte da cidade.

"Eles dirigiram-se para a sede dos serviços de informação militares perto das ruínas", adiantou.

A UNESCO tem alertado para o risco que correm as ruínas de Palmira desde o início da ofensiva jihadista, depois do EI ter destruído tesouros arqueológicos no Iraque.

A cidade com mais de 2.000 anos tem grande importância estratégica para o grupo radical, estando situada no grande deserto sírio limítrofe da província iraquiana de Al-Anbar, que o EI já controla em grande parte.


Lusa
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