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Governo líbio pede ajuda internacional face ao avanço do grupo Estado Islâmico

O governo da Líbia reconhecido pela comunidade internacional pediu hoje ajuda externa contra o avanço do grupo extremista Estado Islâmico no país, afirmando recear uma situação semelhante à do Iraque, onde os 'jihadistas' controlam vastas áreas.

Ataque com um carro bomba num checkpoint perto da cidade líbia de Misrata reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

Ataque com um carro bomba num checkpoint perto da cidade líbia de Misrata reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

© Stringer Shanghai / Reuters

"As cidades líbias estão sob uma ameaça crescente deste grupo e vai tornar-se difícil combatê-lo, como no Iraque", disse o primeiro-ministro, Abdallah Theni, numa conferência de imprensa no domingo em Al-Baida, no leste da Líbia, a meio caminho entre Tobruk, sede do seu governo, e Darna, onde se refugiou devido à crescente insegurança.

"Surpreende-nos que a comunidade internacional não tenha tomado uma posição firme face ao que se passa na Líbia", acrescentou, citado por agências internacionais.

O chefe do governo voltou por outro lado a pedir o levantamento do embargo de armas imposto ao país.

No final de fevereiro, o governo de Theni já tinha pedido à ONU o levantamento do embargo, mas vários membros do Conselho de Segurança pronunciaram-se contra, afirmando recear que as armas alimentem os confrontos num país em guerra civil desde 2011.

O Estado Islâmico, que controla vastas áreas na Síria e no Iraque, tomou no fim de semana o aeroporto internacional de Sirte (450 quilómetros a leste da capital, Trípoli) e ameaça assumir o controlo das estruturas petrolíferas da região.

O governo rival do de Theni, instalado em Trípoli e que não é reconhecido pela comunidade internacional, lançou no domingo um apelo semelhante, pedindo ajuda internacional face "a este perigo iminente" que representam os 'jihadistas'. 

Responsáveis em Sirte afirmam que o Estado Islâmico se aliou com apoiantes do regime de Muammar Kadhafi, deposto em 2011, para ocupar a região.

A preocupação com os avanços do Estado Islâmico na Líbia já tinha sido manifestada na semana passada pelo enviado especial da ONU para a Líbia, Bernardino León, responsável pelo processo de paz.

Segundo o diplomata, "o tempo esgota-se" para a Líbia e para o processo de paz, uma vez que apesar de os dois governos -- de Trípoli e de Tobruk -- estarem de acordo em 80%, estão por fechar as questões mais complexas.

Ambos os governos defendem que a única solução é política, mas León admite que será difícil alcançá-la na nova ronda de negociações prevista para esta semana em Marrocos.

"A Líbia está à beira do colapso económico e financeiro. Enfrenta grandes ameaças de segurança devido à guerra civil e ao Daesh (acrónimo árabe do Estado Islâmico)", disse León.

Um dos principais obstáculos a um acordo, segundo especialistas e diplomatas, é a disputa por Benghazi, segunda cidade do país, cercada pelas forças leais ao governo de Tobruk e defendida pela aliança de milícias islamitas Fajr Libya, leais ao governo de Trípoli.



Lusa
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