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"Estado Islâmico" mata 164 civis em ataque a Kobani

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) matou 164 civis na cidade curda de Kobani, naquilo que uma testemunha descreveu como um dos "piores ataques" dos 'jihadistas' na Síria. 

Pelo menos 120 civis foram mortos num tumulto em Kobani, que durou 24 horas, e outros 26 foram executados numa vila nas redondezas, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Pelo menos 120 civis foram mortos num tumulto em Kobani, que durou 24 horas, e outros 26 foram executados numa vila nas redondezas, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

© Murad Sezer / Reuters

A série de homicídios, ocorrida sobretudo no interior da cidade de Kobani, é tida como vingança por uma série de derrotas sofridas pelos 'jihadistas' às mãos da milícia curda. 

Pelo menos 120 civis foram mortos num tumulto em Kobani, que durou 24 horas, e outros 26 foram executados numa vila nas redondezas, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). 

 Os corpos crivados de balas de 18 pessoas -- incluindo crianças -- foram encontrados na terça-feira de manhã, nas ruas de Kobani, disse o OSDH, baseado em Inglaterra, acrescentando que os disparos foram feitos de perto.

O ataque -- durante o qual 42 combatentes do EI e 10 curdos também morreram -- começou na quinta-feira, quando três bombistas suicidas explodiram veículos à entrada de Kobani, um símbolo da resistência curda. 

Entre os civis mortos constam mulheres, cujos cadáveres foram encontrados nas casas e ruas, precisa aquela organização não-governamental. 

"De acordo com fontes médicas e residentes de Kobani, 120 civis foram executados pelo EI em suas casas, ou mortos por foguetes, ou atiradores, do grupo", salientou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, citado pela agência noticiosa francesa France Presse.

O jornalista local Mostafa Ali diz que o ataque não teve caráter militar.  

"O EI não quer tomar a cidade. Eles vieram só para matar o maior número de civis possível, da forma mais brutal", disse à AFP. 

Os 'jihadistas' entraram em Kobani na madrugada de quinta-feira, disfarçados de combatentes das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG, na sigla em inglês), disse Ali.

Tomaram posições em prédios no sul da cidade, utilizando civis como escudos humanos.

 "Há pelo menos 70 civis nestes bairros que foram constituídos reféns pelo EI", referiu Ali, acrescentando que "a YPG enviou reforços que se colocaram em redor dos prédios, mas a situação é difícil, eles não querem ferir mulheres e crianças".

Mais de mil refugiados civis aguardavam do lado sírio da fronteira com a Turquia, na sexta-feira, controlados atentamente por tropas e polícias turcos do outro lado.    

Familiares que atravessaram a fronteira choravam em desespero, contou um fotógrafo da AFP. 

Kobane foi o palco de uma das mais dramáticas derrotas do EI em janeiro, quando milícias curdas, apoiados por ataques aéreos norte-americanos, expulsaram os 'jihadistas', depois de meses de combates cerrados.

O regime do presidente Bashar al-Assad já perdeu duas capitais de província em quatro anos de guerra civil: Raqa, situada junto ao rio Eufrates, e Idlib, no noroeste, que é ocupada por uma aliança rebelde que inclui a Al-Qaeda.

Pelo menos 230 mil pessoas foram mortas desde que o conflito sírio irrompeu em 2011.
Lusa
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