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Iraque condena à morte 24 jihadistas acusados de massacre de soldados

Um tribunal iraquiano condenou hoje à morte 24 acusados de participarem no "massacre de Spiker", quando o grupo radical Estado Islâmico (EI) executou centenas de efetivos das forças de segurança iraquianas, em Tikrit, em junho do ano passado. 

© Thaier Al-Sudani / Reuters

Em comunicado, as autoridades iraquianas anunciaram que "o Tribunal Penal Central proferiu penas de morte para 24 acusados, depois de os considerar culpados de participar no massacre no quartel militar de Spiker, na província de Saladin, no ano passado". 

Situada a norte da cidade de Tikrit, a base foi tomada pelo EI, quando devia ter estacionados 1.700 soldados, muitos dos quais foram assassinados pelos 'jihadistas'. 

De acordo com o comunicado, o tribunal decidiu libertar quatro acusados por não ter ficado provado o envolvimento no crime. 

Vinte e oito acusados foram presentes na segunda-feira ao tribunal, que realizou o julgamento e proferiu hoje a sentença, indicou. 

Os condenados, cujas identidades não foram divulgadas, são alegados membros do EI, que foram detidos pelas autoridades iraquianas em diferentes pontos do país e ocasiões. 

A 31 de março, as tropas iraquianas conseguiram reconquistar o controlo de Tikrit, situada a cerca de 150 quilómetros a norte de Bagdad. 

Desde então, as autoridades exumaram quase 500 cadáveres de valas comuns, feitas após o massacre de Spiker. A organização não-governamental de defesa dos direitos humanos norte-americana Human Rights Watch (HRW) denunciou que entre 560 e 770 homens, na maioria soldados do exército iraquiano, foram executados pelo EI. 

O massacre desencadeou ações de vingança de milícias xiitas contra tribos sunitas, que acusavam de apoiar os 'jihadistas'. 

Lusa

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