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Turquia aprova utilização das suas bases militares pelos EUA

A Turquia aprovou hoje oficialmente o acordo que permite a utilização pelos Estados Unidos e países aliados das suas bases militares para atacarem o grupo extremista Estado Islâmico (EI), anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Base Aérea de Incirlik (Reuters/ Arquivo)

Base Aérea de Incirlik (Reuters/ Arquivo)

© Murad Sezer / Reuters

O acordo permite a utilização da estratégica base de Incirlik (sudeste) pelos aviões de combate da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, facilitando as suas ações ofensivas contra as posições do EI na Síria.

Esta autorização não prevê o apoio aéreo dos caças aliados às milícias curdas sírias Unidades de proteção do povo (YPG) que combatem no terreno as forças 'jihadistas', que a Turquia também começou a considerar uma ameaça e qualifica de terroristas.

Os EUA pressionavam há meses Ancara para um envolvimento mais ativo no combate aos islamitas radicais, com quem o Governo turco terá mantido, segundo a oposição, uma atitude entre a tolerância e o apoio direto.

A Turquia lançou pela primeira vez um ataque contra o grupo 'jihadista' em 24 de julho.

Os bombardeamentos contra o EI coincidiram com os ataques aéreos dirigidos contra a guerrilha curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), pondo termo ao processo de paz iniciado em março de 2013.

Segundo a agência noticiosa Efe, e apesar de prosseguirem os ataques contra o PKK, Ancara não voltou a informar sobre novas intervenções contra o EI.

Em paralelo, as forças de segurança turcas detiveram hoje mais 302 pessoas em 39 províncias do país no âmbito da operação policial desencadeada na sexta-feira contra simpatizantes da guerrilha curda, grupos marxistas e redes 'jihadistas' próximas do EI.

"Já foram detidas [desde sexta-feira] um total de 1.302 pessoas que se consideram vinculadas a organizações terroristas. Parte dos detidos já foram enviados perante a justiça", esclarece uma nota do gabinete do primeiro-ministro.

O Partido Democrático dos Povos (HDP), o partido de esquerda pró-curda, representado no parlamento com 80 deputados, disse que a operação policial está a ser dirigida contra os seus militantes e simpatizantes, e que o objetivo da dupla ofensiva militar desencadeada na sexta-feira é o PKK e não o grupo EI.

Na terça-feira, o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan tinha já referido que o tema principal discutido numa reunião extraordinária da NATO em Bruxelas foi a campanha contra a guerrilha curda da Turquia, que possui as suas bases no norte do Iraque e é uma aliada natural do YPG.

Nas eleições legislativas de junho, o HDP retirou a maioria parlamentar que os islamitas conservadores do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) detinham desde 2002, e enquanto prosseguem as conversações para a formação de um governo de coligação.

Lusa

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