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Talibãs afegãos qualificam de "brutal" vídeo do grupo Estado Islâmico

Os talibãs afegãos qualificaram de "brutal" e "horrível" um vídeo que mostra combatentes ligados ao Estado Islâmico no Afeganistão a fazer explodir os seus prisioneiros.

Arquivo Reuters

O vídeo macabro, filmado segundo os autores a este do Afeganistão e difundido esta semana nas páginas de internet ligadas ao Estado Islâmico, descreve os seus prisioneiros como sendo apoiantes do governo afegão ou dos talibãs, facto que estes últimos já negaram.

"Este vídeo horrível mostra os sequestradores como associados à Daech (acrónimo árabe de Estado Islâmico) a matar brutalmente variados chefes de tribos e aldeãos através de explosivos", indicaram os talibãs em comunicado, afirmando estar contra um ato "intolerável", perpetrado "por um punhado de indivíduos ignorantes que se reclamam do Islão".

Os talibãs são acusados de ter multiplicado as suas atrocidades enquanto estavam no poder em Cabul entre 1996 e 2001, e depois da sua insurgência contra as forças estrangeiras e seus aliados locais.

Um recente relatório da ONU revela que os insurgentes são responsáveis pela maioria dos ataques contra civis no Afeganistão que atingiram níveis recorde nos primeiros seis meses do ano, marcando o fim da missão de combate da NATO no país.

Desde o início do ano, os jihadistas afegãos mudaram o tom para se juntar às fileiras da filial local do Estado Islâmico que procura expandir o seu "califado" proclamado em partes da Síria e do Iraque. Os talibã advertiram que o Estado Islâmico (EI) iria pagar o preço se se estabelecessem nas suas terras.

"Atualmente, o inimigo número 1 dos talibãs é o Estado Islâmico. Condenando (o vídeo do Estado Islâmico), os talibãs querem projetar a imagem de um grupo legítimo e enfraquecer o EI como um fenómeno estrangeiro visando atingir o Islão. Mas a população não pode esquecer os seus crimes", disse Atiqullah Amarkhil, um analista militar baseado em Cabul.

Os analistas avançam que o EI podem beneficiar da dissidência recente no seio dos talibãs à proposta da designação do Mullah Akhtar Mansour como sucessor de Mullah Omar, líder histórico da rebelião cuja morte, que remonta a 2013, de acordo com as autoridades afegãs, foi anunciado no final de julho.

Os membros da família de Mullah Omar, incluindo o seu filho Yacoub, também se recusaram a declarar lealdade ao Mullah Mansour, argumentando que ele tinha sido coroado no final de um processo "expedito e não consensual".

O anúncio da morte de Mullah Omar levou ao adiamento das negociações de paz entre os talibãs e o governo afegão, e levou a uma nova vaga de atentados em Cabul reivindicados em parte pelas tropas de mollah Mansour.

Esta violência entre talibãs também alterou as relações entre Cabul e Islamabad, com o presidente afegão Ashraf Ghani a acusar o vizinho Paquistão de ser responsável e, assim ter enviado uma "mensagem de guerra" ao Afeganistão.

Lusa

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