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Rússia lança primeiro ataque aéreo sobre a Síria

A Rússia lançou o primeiro ataque aéreo sobre a Síria, perto de Homs, segundo fonte do Pentágono citado pelas agências internacionais. O bombardeamento surge na sequência do pedido de ajuda do Presidente sírio, Bashar al-Assad, a Vladimir Putin na "luta contra o terrorismo". Moscovo já confirmou estes ataques.

RTV

Homs em janeiro de 2015

Homs em janeiro de 2015

© Stringer . / Reuters

O Ministério da Defesa russo diz que os alvos foram equipamentos militares, comunicações e depósitos de armas, munições e combustível.

O Kremlin assegura que a ação militar visa apenas combater o avanço do Estado Islâmico e exclui, para já, uma intervenção directa com tropas no terreno.

"Em conformidade com a decisão do comandante em chefe das forças armadas Vladimir Putin, realizámos uma operação aérea e bombardeamentos de precisão contra alvos no solo dos terroristas do grupo Estado Islâmico na Síria", declarou o general Igor Konachenkov, porta-voz do Ministério da Defesa, citado pelas agências noticiosas russas.

Putin obteve hoje "luz verde" do Senado russo para realizar bombardeamentos, pedidos pelo aliado, o presidente da Síria, Bashar al-Assad.

A Presidência síria confirmou hoje que Al-Assad tinha pedido à Rússia ajuda militar "no âmbito da iniciativa do Presidente Putin de luta contra o terrorismo".

De acordo com um responsável da Defesa norte-americano, a embaixada russa em Bagdad avisou a representação diplomática de Washington que os russos iam "começar missões aéreas contra o EI".

A embaixada russa "pediu também que os aviões norte-americanos evitem o espaço aéreo sírio durante estas missões", acrescentou.

Os Estados Unidos lideram uma coligação que há mais de um ano bombardeia as posições do EI na Síria e no Iraque.

O chefe da administração presidencial russa, Serguei Ivanov, precisou que o dispositivo limitava-se apenas a bombardeamentos, excluindo por enquanto quaisquer ações de tropas no solo.

Vladimir Putin justificou os bombardeamentos aéreos russos na Síria, afirmando tratar-se de ganhar rapidez e atacar os 'jihadistas' em territórios sob o seu controlo antes de chegarem a outros países.

"O único meio de lutar eficazmente contra o terrorismo internacional - na Síria e nos territórios vizinhos - (...) é ganhar velocidade, lutar e destruir os combatentes e os terroristas nos territórios que controlam e não esperar que cheguem aos nossos", declarou.

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