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Operação policial contra rede jihadista em Itália e na Noruega

A polícia italiana anunciou hoje uma operação contra uma rede jihadista na Europa que planeava alegadamente uma série de ações para libertar o seu líder, detido na Noruega.

Os suspeitos são discípulos do mullah Krekar, um pregador fundamentalista curdo que vive na Noruega.

Os suspeitos são discípulos do mullah Krekar, um pregador fundamentalista curdo que vive na Noruega.

© Scanpix Norway / Reuters

A ação policial visou 17 pessoas em toda a Europa, 16 curdos e um kosovar. Seis foram detidos em Itália, quatro no Reino Unido e três na Noruega. Vários suspeitos partiram para o Iraque e Síria para combater nas fileiras do grupo extremista Estado Islâmico (EI), afirmou a polícia.

De acordo com os investigadores, estes suspeitos são discípulos de Najmuddin Ahmad Faraj, conhecido como mullah (mestre) Krekar, um pregador fundamentalista curdo iraquiano de 59 anos, que vive na Noruega desde 1991.

"A importância desta operação é a de ter desmantelado uma célula integrada que incluía, além da Itália, Reino Unido, Noruega, Finlândia, Suíça e Alemanha", declarou a imprensa o comandante Giovanni Governale, um responsável do grupo de operações especiais (ROS) da guarda italiana (Arma dei carabinieri).

A rede desenvolvia as atividades "na internet através de procedimentos 'negros', plataformas pouco conhecidas nas quais se conseguiu entrar", acrescentou.

A operação das forças de segurança permitiu "anular um processo de recrutamento, de envio para combate no estrangeiro", precisou.

O comandante Governale afirmou que o grupo "preparava-se para continuar o envio para o estrangeiro de vários jihadistas", tal como "atentados, incluindo atentados suicidas, para tentar libertar o líder, mullah Krekar".

Na Noruega, o mullah Krekar é considerado como uma ameaça à segurança do país e, em 2003, foi decretada ordem de expulsão que ainda não foi executada por não existirem garantias sobre o que lhe pode acontecer no Iraque, onde pode ser condenado à pena de morte e executado.

Krekar fundou o grupo fundamentalista Ansar al-Islam, mas afirmou já ter abandonado a liderança do grupo em 2002. Juntamente com este grupo, Krekar foi incluído na lista de pessoas e organizações terroristas dos Estados Unidos e da ONU.

Lusa

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