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Caças descolaram do porta-aviões francês Charles de Gaulle para missões no Iraque e na Síria

Os caças franceses descolaram hoje do porta-aviões Charles de Gaulle, no Mediterrâneo oriental, para as primeiras missões em zonas controladas pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, divulgaram fontes militares.

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

Os caças Rafale da Força Aérea francesa, equipados com bombas, descolaram do convés de aterragem do Charles de Gaulle, segundo testemunhou uma jornalista da agência francesa AFP.

Nenhuma informação foi avançada até ao momento sobre a natureza específica destas primeiras missões, vigilância ou bombardeamento, que ocorrem dez dias depois dos atentados em Paris, reivindicados pelos 'jihadistas' do EI e que fizeram 130 mortos.

"Vamos intensificar os nossos ataques, vamos escolher os alvos que provocarão os maiores danos possíveis a este exército terrorista", declarou, hoje de manhã, o Presidente francês, François Hollande.

Os 26 aviões de combate que estão a bordo do porta-aviões Charles de Gaulle triplicam a capacidade das forças aéreas francesas nesta região. A França já contava com 12 caças estacionados nos Emirados Árabes Unidos e na Jordânia: seis Rafale e seis Mirage 2000.

Segundo uma fonte militar francesa, os caças do porta-aviões Charles de Gaulle -- Rafale e Super Etendard -- devem ficar fora do alcance dos sistemas de defesa antiaérea da Síria, ao passarem pela Turquia (para as rotas a norte) e pela Jordânia (para as rotas a sul).

Nas manobras aéreas, a coordenação para evitar qualquer incidente com as forças russas, presentes na região noroeste da Síria, é feita a partir do quartel-general da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos no Qatar.

No que diz respeito às manobras marítimas, os Estados-maiores francês e russo começaram na semana passada a trocar informações. O porta-aviões Charles de Gaulle está a intervir numa zona onde a frota russa é uma presença regular, particularmente ao largo da Síria.

Após a recente queda de um avião de uma companhia russa (MetroJet) na península do Sinai (Egito), reivindicada pelo EI, o Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou bombardeamentos contra as posições 'jihadistas' na Síria. O chefe de Estado russo ordenou também que a Marinha russa trabalhe com os franceses "como aliados".

Após a missão no Mediterrâneo, cuja data de conclusão não foi divulgada, o porta-aviões Charles de Gaulle prossegue a sua rota para o Golfo, onde deverá render um porta-aviões norte-americano.

Lusa

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