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Eurodeputados querem maior troca de informações e lista negra de "jihadistas"

Os eurodeputados defenderam hoje que deverá haver um aumento na troca de informações entre Estados-membros e agências da União Europeia (UE), no âmbito da luta antiterrorista e deverá surgir uma lista "negra de "jihadistas" europeus" e presumíveis terroristas.

© Handout . / Reuters

A lista de medidas consta de um relatório aprovado hoje, em Estrasburgo (França) por 548 votos a favor, 110 contra e 36 abstenções.

Os eurodeputados indicaram ainda a necessidade de uma diretiva sobre os registos de identificação de passageiros até ao final do ano e de um sistema de alerta para "obter apoio ou assinalar rapidamente o desenvolvimento de mudanças súbitas de comportamento que possam indiciar um processo de radicalização terrorista ou a partida de um indivíduo para se juntar a organizações terroristas".

A deteção de conteúdos ilegais na Internet, com a criação de uma unidade especial em cada Estado-membro, a utilização do Fundo para a Segurança Interna para prevenir a radicalização, a intensificação dos controlos nas fronteiras externas e o reforço dos instrumentos de política externa e de diálogo com os países terceiros são outras das medidas defendidas.

No relatório, foram registadas também recomendações para o fim do branqueamento de capitais, tráfico de armas, e a "prestação de assistência aos familiares das vítimas do terrorismo, bem como às famílias das pessoas que foram radicalizadas".

O documento lembrou que mais de 5.000 cidadãos europeus aderiram a organizações terroristas e a outras formações militares, nomeadamente às fileiras do grupo extremista Estado Islâmico, da Frente al-Nosra e de outras formações na região do Médio Oriente e do Norte de África.

Para os eurodeputados, o combate ao terrorismo, à radicalização e ao recrutamento na União Europeia "só poderá surtir efeitos se for desenvolvido paralelamente a uma estratégia de integração e inclusão social".

"O terrorismo não pode nem deve ser associado a nenhuma religião, nacionalidade ou civilização particulares", insistiram ainda os membros do Parlamento Europeu.

Lusa

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