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EUA enviam cerca de 100 elementos das forças especiais para combater jihadistas no Iraque

Os Estados Unidos vão enviar cerca de 100 elementos das forças especiais para intensificar o combate contra o Daesh no Iraque e na fronteira com a Síria, disse hoje um porta-voz militar norte-americano.

Reuters/Arquivo

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© Stringer . / Reuters

"Será provavelmente uma centena, talvez um pouco menos", afirmou o coronel Steve Warren, que falava em videoconferência a partir da capital iraquiana, Bagdade, sobre o destacamento deste contingente, anunciado na terça-feira pelo secretário da Defesa norte-americano, Ashton Carter.

Perante a comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos), Carter indicou que Washington ia destacar uma "força expedicionária especializada" para o Iraque para combater ao lado das forças iraquianas e curdas contra o Daesh.

"Com o tempo, estas forças especiais vão poder conduzir ataques, libertar reféns, reunir informações e capturar líderes" do grupo radical sunita, disse Ashton Carter, mencionando, na mesma altura, que essas forças terão a sua base no Iraque, mas que poderão lançar operações para lá da fronteira com a Síria.

Em reação a este anúncio, o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, disse hoje que o país não precisa de tropas estrangeiras no terreno para combater o Daesh.

"Não são necessárias forças de combate terrestres estrangeiras no território iraquiano", afirmou Al-Abadi numa declaração divulgada na terça-feira à noite e hoje citada pela agência France Presse.

"O Governo iraquiano sublinha que qualquer operação militar ou presença de força estrangeira, especial ou não, em qualquer ponto do Iraque, só pode ser concretizada com a sua aprovação e coordenação", acrescentou.

"Temos falado com o primeiro-ministro [iraquiano] sobre isto há semanas", afirmou o coronel Steve Warren, a partir de Bagdade.

O Pentágono (Departamento de Defesa) insiste que esta missão não contradiz a promessa da Casa Branca de evitar o envio de tropas terrestres norte-americanas para o terreno.

"Isto não será um combate terrestre com blindados e artilharia, e operações armadas planeadas, e morte e destruição em todas as direções", garantiu o porta-voz militar.

"São um pequeno número de comandos altamente qualificados, a conduzir operações muito limitadas, muito precisas (...) ai reside a diferença", acrescentou.

Os Estados Unidos têm atualmente cerca de 3.500 militares no Iraque, mas a sua missão é "treinar e aconselhar" as forças locais.

Lusa

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