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França alerta para aumento de combatentes do Daesh na Líbia

O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, advertiu hoje contra o risco de aumento de combatentes do grupo extremista Estado Islâmico na Líbia, mas descartou a possibilidade de uma intervenção militar naquele país.

Foto de Abdelhamid Abaaoud, publicada na revista online Dabig, órgão de propaganda no Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico.

Foto de Abdelhamid Abaaoud, publicada na revista online Dabig, órgão de propaganda no Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico.

© Handout . / Reuters

"Estamos a ver chegar à região de Sirte [norte da Líbia] combatentes estrangeiros que, se as nossas operações na Síria e no Iraque reduzirem a base territorial do Daesh [sigla árabe para Estado Islâmico do Iraque e do Levante], podem ser amanhã mais numerosas", disse o ministro em entrevista, que vai ser divulgada na edição de domingo da revista Jeune Afrique.

"É um grande risco e é por isso imperativo que os líbios cheguem a acordo entre si", sublinhou o ministro.

A Líbia é atualmente um Estado falhado, vítima do caos e da guerra civil, desde que em 2011 a comunidade internacional apoiou um movimento rebelde contra a ditadura de Muammar Khadafi.

Desde as últimas eleições, que o poder está dividido entre dois governos, um com sede em Tripoli e outro, reconhecido pela comunidade internacional, em Tobruk.

Os dois governos são apoiados por grupos de islamitas, senhores de guerra, líderes tribais e traficantes de petróleo, armas, pessoas e droga.

Com a instabilidade no país, o grupo extremista Estado Islâmico e a organização Al-Qaida no Magrebe Islâmico aumentaram a sua influência na Líbia, ganhando poder territorial e contagiando a instabilidade a todo o norte de África.

Na entrevista, o ministro refere também que França se recusa a intervir militarmente na Líbia, a não ser que cheguem a acordo sobre uma solução política.

Lusa

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